<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707</id><updated>2011-09-30T11:38:56.867+02:00</updated><category term='moral'/><category term='duplicidade'/><category term='promiscuidade'/><category term='deontologia'/><category term='ética'/><title type='text'>Estado da Media</title><subtitle type='html'>Um espectro ameaça o jornalismo, mas não há por que temer: a revolução nos Media está em marcha, não se trava a roda da história, ou aderimos a ela ou excluimo-nos. Porque:
"Old media" and "new media" are not antagonistic but complementary, and engaged in a dialectical exploration that will change both." (Bruno Giussani)

Eis o verdadeiro "Novo Jornalismo" na forja, sob a fórmula: Content Is Free (Conteúdo É Livre) = Comment Is Free (Comentário É Livre).  Bem-vindos ao Estado da Media!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-3878652285537757620</id><published>2009-06-08T16:25:00.002+02:00</published><updated>2009-06-08T16:51:33.388+02:00</updated><title type='text'>"Intelectus interruptus": até um dia</title><content type='html'>Caros colegas bloguistas, chegou ao fim um ciclo da minha "condicao intelectual" de bloguista, e volto ao activo na minha carreira de Jornalista. Porque este meu blogue pretendeu sempre ser um espaco imparcial, isento, independente sobretudo, na observacao e analise dos fenomenos e efeitos mediaticos em Mocambique, o meu regresso ao Jornalismo activo condiciona tais pressupostos/principios da minha actividade aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia voltarei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele abraco amigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-3878652285537757620?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/3878652285537757620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=3878652285537757620' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3878652285537757620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3878652285537757620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2009/06/intelectus-interruptus-ate-um-dia.html' title='&quot;Intelectus interruptus&quot;: até um dia'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-5177516278028890609</id><published>2009-04-09T13:56:00.004+02:00</published><updated>2009-04-09T16:28:22.411+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='promiscuidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='duplicidade'/><title type='text'>O “caso Muananthata” e a promiscuidade no jornalismo moçambicano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Moçambique enferma do síndroma de permissividade” (Ungulani Ba Ka Khossa)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Toda a sociedade que não é esclarecida por filósofos é enganada por charlatães” (Condorcet)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Estava à procura desta oportunidade! Eu, Milton Cesário Banze Machel, me confesso, nestas coisas sou um oportunista, um verdadeiro “mahupeiro” da estirpe de “Totó” Schillaci nas peladinhas do “xipawana” e do “gulamussene”! Por isso, venham comigo neste “tour de force” ao meu estado de inquietude, quando o assunto é jornalismo moçambicano: essa minha eterna amada, qual “aquela cativa que me tem cativo” de Camões, esse meu mal-me-quer, bem-me quer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se sábado, 11 de Abril, mais um Dia do Jornalista Moçambicano, como entrada assim para mais um mês e meio dedicado à Liberdade (esse valor-supra sumo à existência do homem, como ser social e animal político). Por ocasião disso, o Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS) e o Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) decidiram promover um debate subordinado ao tema “O Desenvolvimento da Comunicação Social em Moçambique: Aspectos Legais e Éticos”.&lt;br /&gt;Diria o meu bom escriba amigo, eterno camarada de ofício (o destino dos poetas são as palavras...) e escrevedor de destinos, Nelson Saúte – a quem roubei esse vício/pretensão de ser enfático e peremptório –, “É salutar!”, esta iniciativa do CSCS e do SNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudável - acrescentaria o meu professor bloguista da cadeira de Dúvida Metódica: Elísio Macamo - pelo facto de termos de ser uma sociedade de debate. Louvável, diria eu, neste País que cultiva os Feriados, as Tolerâncias de Ponto e as Efemérides como “momentos de reflexão” qual sociedade de filósofos (diz Karl Popper, o homem da Sociedade Aberta, que todos os homens são filósofos...uns mais do que os outros, acrescentariam os que se querem “exclusivisar” no Clube dos Filósofos, reservando-lhe o direito de admissão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunista como gosto de ser, aproveito este ensejo do debate promovido por aqueles organismos tutelares dos media e da profissão de jornalista para os provocar e a toda a sociedade moçambicana alcançável via blogosfera sobre dois pontos que balizam o tema do debate de sexta-feira, 11 de Abril de 2009: o Legal e o Ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O recém-despoletado “Caso Muananthata” serve de mote para as questões que a seguir levanto e que, a meu ver, são de certo modo reveladoras do Estado dos Media (pois, para mim, quem faz o Estado, as instituições e as organizações é o homem que neles desempenha papéis e funções, se eu fosse Nicolau de Copérnico ou Galilei Galileu enunciaria a Teoria Homocêntrica, que o Homem é o Centro do Universo, e que tudo gira à volta dele, mesmo que os teo-fundamentalistas de hoje me condenassem à fogueira!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o “Caso Muananthata” foi assim baptizado porque há umas semanas o Governador da Província de Tete, Ildefonso Muananthata, foi acusado pelo jornalista do “Notícias” Bernardo Carlos de o ter, alegadamente (ou supostamente?, como gostam os jornalistas de escrever), ameaçado de morte: a polémica é que o Governador estaria desgostoso com os escritos “rebeldes” (palavra minha) daquele jornalista do matutino dito oficioso, e que por via disso teria dito que ele corria risco de acabar como a legenda do Jornalismo (de Investigação) Moçambicano Carlos Cardoso, pois Bernardo Carlos poderia “perder esse cotovelo com que me acotovelas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do “j’accuse” de Bernardo Carlos e supostamente o testemunho de quatro colegas de profissão que presenciaram a cena, e com a consequente mediatização do caso (não era para menos!, poderá tratar-se de um atentado à liberdade de expressão e uma ameaça à vida do Bernardo Carlos, se provada em sede própria) tudo virou do avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do “j’accuse” de Bernardo Carlos passou-se para uma autêntica sessão de “jaccuzi”: três dos colegas (por sinal dois em órgãos públicos, TVM e RM) desmentiram ter testemunhado em favor de Bernardo Carlos e de subscreverem os termos da acusação, enquanto um (do Diário de Moçambique) fincava pé que sim, é(ra) verdade o que acontecera e tal como se descreve que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso não ganharia contornos suspiciosos e não me levaria a colocá-lo no “cesto da promiscuidade” se a figura responsável pela sua clarificação ou resolução não desempenhasse os duplos papéis que a media lhe atribui: delegada provincial da secção moçambicana do MISA e adida de imprensa do Governo Provincial de Tete. Como disse!? Delegada do Media Institute for Southern Africa/Instituto de Comunicação Social para a África Austral e em simultâneo adida de imprensa do Governo de Tete!&lt;br /&gt;Aí é! Qual a fronteira, na actuação que ela teve neste caso e no desempenho da sua função no MISA, entre o defender os interesses do jornalista e da liberdade de imprensa vs defender interesses de quem lhe paga o salário como assessora para a ligação com os media? Onde está o Legal da questão? Onde está o Ético da questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Porém, para demonstrar que não se trata de um caso isolado nos nossos media, chamo à vossa atenção estes casos que para mim entram no “catálogo da promiscuidade” e são auto-ameaças ao exercício da liberdade de imprensa, à independência, à imparcialidade, à isenção (espero que o adido de imprensa do Ministério do Trabalho e às vezes jornalista do semanário desportivo Desafio, Jafar Buana, não venha brandir que está aqui mais um caso que prova que a blogosfera moçambicana é espaço para se acusar pessoas e lesar honras e reputações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O até há pouco tempo representante das Empresas Jornalísticas (entenda-se sindicato dos patrões da media privada no CSCS), para além de ser jornalista em pleno direito no seu O Popular Fim-de-Semana, é(ra) assessor de imprensa da empresa que brilha “amareladamente” no “Big Five” do índice das 100 Maiores Empresas de Moçambique da firma de consultoria e auditoria KPMG. Pergunto pela segunda vez: Onde está o Legal da questão? Onde está o Ético da questão?&lt;br /&gt;- Enquanto durou o mandato de David Simango como Ministro da Juventude e Desportos (MJD), até ele assumir a Presidência do Município de Maputo, o assessor de imprensa do Ministério da JD era um redactor (jornalista) desportivo do matutino “Notícias” – curiosamente, ele é meu ex-chefe de redacção no saudoso e extinto jornal “Campeão”. Coincidentemente, ele foi substituir outro jornalista do mesmo jornal que assessorava o bonacheirão Joel Libombo nos últimos anos do seu mandato de MJD. Repito a questão: Onde está o Legal? Onde está o Ético?&lt;br /&gt;- Em Manica, um jornalista e colunista do mesmo “Notícias” (eish, anima ser jornalista no Notícias!), até última notícia de que eu tenha conhecimento, é(ra) em simultâneo delegado provincial do SNJ enquanto “comia” um pouco da “mola” do erário (público) como adido de imprensa do Governo da província. Acho que já é redundante eu retornar àquela questão, mas, se perguntar não ofende, nem é crime...&lt;br /&gt;- Em Inhambane, um jornalista e também colunista do mesmo “Notícias” (xi, outra vez!!!, acho que começo a ser um atentado ao nosso grande diário!) desempenhou até há uns tempos a função de adido de imprensa do Governo da província. Ainda é preciso perguntar, de novo!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, um caso à parte: o irreverente e dissidente jornal Zambeze acusou em Editorial, há uns meses, o Director Editorial do semanário Domingo e agora representante das Empresas Jornalísticas no CSCS e novo Administrador-Delegado da Sociedade do Notícias de “receber algum” por assessorar o Conselho de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique. O Zambeze não chegou a apresentar provas, fê-lo em sede de coluna de opinião, mas, ao que me parece, não foi desmentido publicamente nem processado judicialmente. O que levanta suspeições, o que não é nada bom para a reputação de uma figura respeitada no jornalismo moçambicano, cuja integridade até hoje não sofreu máculas nenhumas, por quem tenho particular apreço e aprendi a admirar desde os tempos que minha mãe oficiou no Notícias e eu reverenciava aquela casa (que até hoje considero, sem catolicismos nenhuns, “a catedral do Jornalismo Moçambicano”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste meu arrolar de casos (infelizmente, acredito haver mais!), que considero inescreverem-se no âmbito de uma prática de promiscuidade nada abonatória e pouco salutar ao exercício da liberdade de imprensa, à profissão de fé na imparcialidade, na isenção e na independência, lanço aqui o desafio ao SNJ, ao MISA, ao CSCS e aos colegas para debaterem a questão da Legalidade e da Ética no Jornalismo não como quem “discute o sexo dos anjos”... pois o “Cavalo de Tróia” dessas práticas promíscuas está a invadir o nosso jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou cometer a ousadia de acusar o MISA, o CSCS e o SNJ de pactuarem com essa promiscuidade, pois não tenho provas de que façam vista grossa àquele funcionalismo dúplice de figuras a estes organismos ligadas. O Objectivo desta postagem é tão só discutir essa duplicidade e incompatibilidade de papéis que cada vez mais crescente número de jornalistas desempenha. Esta postagem quer-se apenas mais uma contribuição ao debate do Legal e do Ético, por um jovem jornalista (na reserva) para jornalistas, patrícios e camaradas de ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.1: Tenho saudades de Leite de Vasconcelos, por isso vou voltar a ler, pela enésima vez, o seu “Pela Boca Morre o Peixe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2: Para quem queira entender dos efeitos nefastos dos “agentes duplos”, recomendo a leitura da obra “Agente Zigzag”, de Ben McIntyre, que fala da improvável estório do “duplo agente” e provavelmente “triplo agente” Eddie Chapman, que qual espião que veio do glacial leva a vida no arame brincando com os serviços secretos britânico e alemão no tempo da Segunda Guerra Mundial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-5177516278028890609?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/5177516278028890609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=5177516278028890609' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5177516278028890609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5177516278028890609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2009/04/o-caso-muananthata-e-promiscuidade.html' title='O “caso Muananthata” e a promiscuidade no jornalismo moçambicano'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-7187582315269623672</id><published>2009-03-09T14:51:00.000+02:00</published><updated>2009-03-09T14:52:36.876+02:00</updated><title type='text'>Há mais jornais, mas há pluralismo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1. Uma das jubiladas conquistas da Democracia à Moçambicana é o exercício constitucionalizado e institucionalizado da liberdade de imprensa e a decorrente livre iniciativa privada, tendo como exemplo paradigmático a sanha cogumélica de surgimento de jornais, quer na vertente electrónica (os faxes ou de circulação por email) como nos semanários tablóides (no formato, se bem que alguns se confundam de facto com os famosos, quero dizer, famigerados junkie tabloid britânicos... sensacionalistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje por hoje, em semanários (meu campo preferido dos media) temos uma fauna  com “animais” como Savana (com a melhor equipa de opinião do País), Domingo (cultor das melhores grandes reportagens, palmilhando e calcorreando o País real), Zambeze (o mais irreverente, amiúde dissidente), Magazine Independente (nome peregrino este para um jornal semanário!, mas que vale pelo melhor editorialista do País), Escorpião, Público, Wamphula (em Nampula) e o saudável @ Verdade (mais adiante vou justificar por quê deste adjectivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Este post teve três momentos fundadores. O primeiro foi o desafio que o meu professor de Relações Públicas, Dilip Navalshankar, fez a mim e meus colegas do bacharelato em Ciências da Comunicação n'A Politécnica: que cada um escrevesse seu Memorial Crítico, o qual não só descrevesse o itinerário por cada um trilhado no campo da comunicação social mas que constituisse uma bússola de orientação de futuros temas para trabalhos de fim de curso. Lá fui ao meu pocket PC buscar algumas notas que venho tomando ao longo dos anos, tendo elencado alguns temas, um dos quais a epígrafe - como proposta de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo momento foi quando, ao recomendar por SMS a alguns amigos que lessem o Editorial desta semana do Savana sobre a Guiné-Bissau (disse-lhes, enfático e peremptório como gosto de ser, “é uma lição de história!”), o Ericino de Salema assentiu, tendo contudo aproveitado a deixa para desabafar que a qualidade do jornalismo estava a baixar cada vez mais, reclamando que os assuntos são os mesmos, as abordagens as mesmas, idem as “análises” (direitos de autor: as aspas são dele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro “momento a-haa” para esta postagem foi quando conversava com um amigo meu que tem o dobro da minha idade, cuja casa de pasto recebe todas as semanas uns tantos dos 50 mil exemplares que o único jornal gratuíto do País e com melhor qualidade (cor e papel) de impressão distribui semanalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discorriamos, pois, sobre o mérito do @ Verdade versus demérito do grosso dos semanários: pela pretensão de serem jornais de referência, tratando de hard news, todos eles praticamente versam sobre as mesmas matérias, consultam as mesmas fontes, têm as mesmas abordagens (de formato, extensão das estórias, no conteúdo e pelos ângulos aplicados) e andam todos seguidistas e cegos atrás de fait divers da corrupção e burocratismo no sector público, das polémicas dos casos quentes e males da nossa Justiça e da política politiqueira da FRELIMO e seus sibindizes acólitos da oposição construtiva, atrelados às dhlakamices e mazanguices...; em contrapartida, o @ Verdade propõe-se trazer um outro lado de Moçambique, uma visão positiv(ist)a das coisas boas e mesmo más da nossa terra, de contar apaixonantes human interest stories que retratem os desafios de desenvolvimento, de resgatar estórias must read do nosso quotidiano, estimulando o debate saudável de assuntos candentes ao jeito de soft news, de leituras de fim-de-semana. Uma forma, diriam os americanos, de dissimular ser silly tratando de serious issues. Prova disso, a ultima edição do jornal do Erik Charas traz uma estória – “biografia (positiva) de mel” - de uma jovem heroína na luta contra o SIDA, contra o estigma e a descriminação - leiam, felizmente este jornal arrancou logo com edição online em simultâneo com a impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. São estas untold estórias da vida real, estas abordagens frescas e resgatadoras do Jornalismo Narrativo, que junto com o Jornalismo Investigativo (que persegue e constrói dossiers e folhetins, que permite fazer hiperligações e desvenda conexões, que aprofunda e problematiza, e que proporciona exclusivos/scoops) marcam a diferença e nos fazem acreditar no valor da pluralidade e da diversidade e na nobre função do jornalismo como construção social da realidade, não deformação daltónica, miopista e conspiracionista da verdade, quando não falsificação do real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto, embora para muitos pareça implícito, senão explícito qual é a minha opinião (que carece de um trabalho de pesquisa e análise para que tenha selo de certa verdade), leva-me a questão inicial: há mais jornais, mas há pluralismo em Moçambique?&lt;br /&gt;Ou, por outra: o que significa pluralismo no âmbito da liberdade de imprensa? É termos muitas vozes fazendo-se ouvir e múltiplos personagens dando a cara pensando a mesma coisa e dando a mesma opiniao sobre assuntos dominantes, todos reportando as mesmas coisas e da mesma forma como se de uma unanimidade nacional se tratasse? Pluralismo nos media é uma questão numérica (the more the merrier), ou tem que ver com diversidade de abordagens, de temas, tantas quantas sejam as vozes e caras com espaço aberto para debruçar-se sobre?&lt;br /&gt;Ou por uma outra: dão todos esses jornais semanários da praça mediática nacional maputocêntrica, voice to the voiceless?&lt;br /&gt; PS: aos camaradas de ofício, amantes dos media e do jornalismo vai uma sugestão de leitura e de cinema: o livro Toda a Verdade, de Morris West, sobre o jornalismo de investigação e os condicionalismos éticos e a pretensão de se querer dizer toda a verdade; e o filme Boa noite, e Boa Sorte, de George Clooney, sobre o jornalismo de intervenção na América do McCarthysmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-7187582315269623672?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/7187582315269623672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=7187582315269623672' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7187582315269623672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7187582315269623672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2009/03/ha-mais-jornais-mas-ha-pluralismo.html' title='Há mais jornais, mas há pluralismo?'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-3021315768342961470</id><published>2008-12-18T08:31:00.002+02:00</published><updated>2008-12-18T08:57:55.095+02:00</updated><title type='text'>O dilema dos jornalistas: confiar ou não nas fontes oficiosas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fátima Mimbire, jornalista da AIM, repórter de fibra das poucas que admiro no jornalismo de imprensa - tal como Conceição Vitorino do Zambeze/Canal de Moçambique -, escreveu no Notícias de hoje um interessante texto de opinião que traz à tona o velho dilema dos jornalistas: dar crédito ou não às fontes oficiosas, aquelas que muitas vezes são responsáveis pelos melhores "scoop" ou "cachas", ou "breaking news" exclusivos na televisão em directo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A trilogia da fuga de Anibalzinho foi responsável pela última sequela: Atanásio Marcos, pivot do Jornal da Noite da STV e editor de política d'O País conduziu um invulgar serviço noticioso alongado num destes dias, para tentar confirmar a informação da recaptura de Anibalzinho. Correu todos os riscos e confiou nas suas fontes. A AIM também noticiou. Os Repórteres Sem Fronteiras divulgaram para o mundo a mesma informação da recaptura de Anibalzinho. Dias depois, o Ministro do Interior veio dizer que se tratavam de rumores tendenciosos ou maliciosos, descredibilizando assim a "notícia" cujo emissor principal fora precisamente o seu por acaso afilhado de casamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fátima Mimbire vem expôr o dilema que um eminente estudioso do fenómeno jornalismo já chamou de relação amor/ódio (entre jornalistas e fontes), e outro já considerou como uma dança esta negociação entre fontes e jornalistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto da Fátima Mimbire acrescenta um elemento hoje fulcral nas relações humanas, o telemóvel: através do bem-amado SMS, veículo poderoso de informação instantânea. Não admira que os jornalistas do Zambeze e do Magazine Independente coloquem na ficha técnica os seus números de celular privados como meios de contacto oficiais como quem diz: estou disponível 24 sobre 24 horas, a notícia é o "pão nosso de cada dia".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto de Fátima Mimbire faz-me lembrar a coluna, há uns anos, de Mia Couto no jornal domingo, O Queixatório. Este era um caso digno de estudo pelo Queixatório...só que não pelos leitores, mas pelos próprios jornalistas. Como já não há queixatório, rogo tal função, desta feita como Consultório de Media, à blogosfera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leiam o texto e venham daí as vossas sugestões: como lidar com as fontes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A relação entre jornalistas e as fontes de informação &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Fátima Mimbire, da AIM&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;DE há uns tempos para cá tem sido frequente que nós, jornalistas, e até o público em geral recebamos SMS´s dando conta de que acaba de acontecer isto ou aquilo no país ou no resto do mundo, como foi o caso da detenção do antigo Ministro do Interior, Almerinho Manhenje, que, neste caso, mexeu com o céu e a terra moçambicanos, talvez porque era a primeira vez que um antigo ministro era detido em pleno dia, acusado de corrupção.&lt;br /&gt;Maputo, Quinta-Feira, 18 de Dezembro de 2008:: Notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é óbvio, para nós, jornalistas, sempre que nos chega este tipo de informações via SMS´s ou através doutra fonte qualquer não oficial, a nossa primeira reacção é procurar ouvir a quem de direito, para apurarmos se o que se diz é ou não verdade.&lt;br /&gt;Foi, pois, via SMS que tomámos conhecimento, pela primeira vez, da detenção de Manhenje, Cambaza e de outros tantos grandes antigos dignitários do nosso Governo, que aparentemente se deixaram cair na tentação do dinheiro, tal como aconteceu com Judas, quando vendeu Cristo, e ter-ão-se apoderado do erário público.&lt;br /&gt;Foi também por via SMS´s que soubemos, em primeira água no domingo dia 7 deste mês que o famigerado Anibalzinho tinha voltado a se escapulir ou a ser solto por aqueles que o deviam guarnecer na cela do Comando da Polícia em que se encontrava desde que fora recapturado quando já estava no Canadá.&lt;br /&gt;Tem sido também através de SMS´s que temos tomado conhecimento primário de outras tantas ocorrências susceptíveis de se noticiar, como dos repetidos incêndios que amiúde têm devorado algumas das instituições públicas, e que para alguns são fogo para se destruir evidências das falcatruas que ao longo de anos foram sendo feitas, para que os seus autores não sejam também chamados a responder nos tribunais.  &lt;br /&gt;Há que vincar que de todas as vezes que recebemos este tipo de informações, o que muitos de nós têm feito é tentar confirmar junto das autoridades competentes ou de direito, ou tratamos de correr para o local onde as coisas estejam a acontecer, quando se trata de algo que podemos ver “in loco”, como é o caso de um incêndio.&lt;br /&gt;Assim o fizemos quando nos chegou via SMS a informação de que Manhenje, Cambaza… tinham sido detidos, do mesmo modo que solicitámos a confirmação de que Anibalzinho tinha voltado a fugir na manhã do domingo dia 7. Há que destacar também que de todas as vezes que recebemos estas SMS´s, veio a se verificar que era verdade, se bem que havia alguns aspectos que precisavam de ser limados, como quando se dizia que Manhenje foi detido em plena aula perante o olhar impotente dos seus estudantes no ISRI onde dava aulas.  &lt;br /&gt;Curiosamente, esta fonte, digo SMS, voltou a nos dar, na noite da segunda-feira última, a surpreendente informação de que Anibalzinho havia sido, uma vez mais, recapturado quando se encontrava na zona da Namaacha, presumivelmente a caminho da Suazilândia ou África do Sul. Tal SMS havia sido enviada a vários outros jornalistas da AIM, RM, STV, só para citar alguns dos órgãos que há no nosso país, pelas mesmas fontes policiais que no passado lhes haviam, por assim dizer, chutado outras SMS´s que mais tarde viriam a se confirmar que estavam reportando factos verídicos noticiáveis, e não falsos como se diz agora deste caso da propalada recaptura do Anibalzinho.&lt;br /&gt;Importa referir que os jornalistas que receberam essa mensagem, alguns deles, como eu pessoalmente, tudo fizemos naquela noite para tentar obter uma confirmação junto dos responsáveis da nossa Polícia que têm esse dever de (des)confirmar este tipo de informações do tipo diz-se, diz-se que…o Ministério da Agricultura está a arder, que fulano de tal foi preso, que fugiu ou que foi mesmo abatido.&lt;br /&gt;Só que desta vez tais responsáveis optaram não só pelo mutismo tanto deles como dos seus porta-vozes, como não atenderam os seus telefones ou celulares, o que nos colocou numa situação de tensão e de não sabermos como desfazíamos esta SMS, se devíamos ou não assumir como verdadeira essa informação. O pior é que mesmo o tradicional “briefing” das terças-feiras às 10 horas não se realizou e não houve nenhuma explicação do porquê. Perante este mutismo, alguns de nós, como eu, optamos por recorrer a certas nossas fontes fidedignas que temos na corporação policial, e que muito embora não estejam oficialmente investidas desse poder de dar informação em primeira mão, ou pelo menos confirmar o que esteja a circular através das SMS´s, nos têm mesmo assim sido fontes credíveis e seguras, para através delas furarmos a cortina de ferro ou de silêncio das fontes autorizadas.&lt;br /&gt;Foi o que eu fiz nessa noite de segunda-feira. O que me levou a tomar como verdadeira a informação de que Anibalzinho tinha sido uma vez mais recapturado é que me foi confirmada pela mesma fonte policial que há vários anos me vem confirmando outras ocorrências, como foi o caso da detenção de Manhenje, antes de ser oficialmente confirmada pelas fontes autorizadas. O que também me levou a assumir que desta vez devia ser verdadeira é que fiz também o que nós, jornalistas chamamos de cruzar fontes, consistindo em contactar colegas de outros órgãos de comunicação, para verificar se eles também têm a mesma informação das suas próprias fontes. Uma vez feito isso, soube que eles tinham de facto tido essa mesma informação de fontes que têm primado pela verdade e que nunca os desiludiu. Uma vez cruzadas as fontes, não vi outra razão que me detivesse de publicar a notícia.&lt;br /&gt;Só que, estranhamente, desta vez afinal nos confirmaram uma informação falsa (?), o que pelo menos para muitos de nós o fizeram pela primeira vezdesde que começaram a nos passar informações já há vários anos!&lt;br /&gt;Neste momento, alguns de nós temos estado a reflectir e a ponderar o que fazer agora no futuro: se devemos deixar já de contar com estas fontes não oficiais, para que não passemos a noticiar outras falsidades como o fizemos agora, para passarmos apenas a contar com as fontes autorizadas. Quanto a mim, acho que para evitar voltar a fazer uma notícia falsa como fiz agora, deveria nunca mais basear-me nessas fontes extra-oficiais. Só que me deparo com um problema que caso não seja resolvido - que é esse das fontes oficiais terem o hábito de não dar informação em tempo real ou de não darem mesmo nenhuma, optando por não atender os seus celulares, não vejo outra alternativa que não me basear nestas não oficiais, tanto mais que provaram que são muito eficientes, para além de que só falharam até aqui uma só vez, após vários anos de nos prestarem um alto serviço.&lt;br /&gt;Creio que vale a pena continuar a contar com elas, se quisermos evitar que um dia o público seja atingido por um “tsunami” sem que tenha sido alertado antes. Digo isto porque se um dia as nossas costas forem atingidas por este tipo de calamidades, as SMS´s iriam nos alertar primeiro que as nossas fontes oficiais. Mesmo aquando das explosões do Paiol aqui em Maputo, quem nos alertou em primeiro lugar foram as SMS´s, e depois a Imprensa, e só muito mais tarde é que veio a informação oficial das fontes oficiais. Ora, esta lentidão em providenciar informação pode ser catastrófica em certas ocorrências do tipo “tsunami” ou terramoto.&lt;br /&gt;O que prova que há lentidão na reacção oficial é que mesmo esta notícia sobre a tal recaptura do Anibalzinho levou mais de 24 horas para ser desmentida pelas fontes oficiais, o que julgamos que foi tempo demais para uma notícia desta envergadura. Na verdade, assim que as horas foram passando e não se ouvia nada dos responsáveis da Polícia, o público foi assumindo que a notícia era verdadeira. Muitos acreditaram porque se basearam no adágio que reza que quem cala consente.&lt;br /&gt;Muitos perguntam-se agora o que se terá passado com os porta-vozes da Polícia, para as autoridades competentes terem visto na STV, por exemplo, e lido no dia 9 em vários jornais que Anibalzinho havia sido recapturado, e terem-se mantido mesmo assim caladas, quando sabiam que não era verdade, e só virem desmenti-la passados quase dois dias!?&lt;br /&gt;Será isto normal? Claro que não. Isto é grave, porque se fosse uma notícia falsa que colocasse o público em pânico, como do tipo de que há um “tsunami” que está a aproximar-se da nossa costa, ou um devastador temporal do tipo “Katrina” que há cerca de dois anos devastou a cidade norte-americana de Nova Orleans, e forçou os seus habitantes a saírem em debandada, teríamos já muita gente morta, ou pelo menos que se teria sacrificado durante mais de 24 horas em vão, a tentar fugir ou mesmo saltar dos seus prédios, quando afinal não havia perigo nenhum. Pensamos que as autoridades do nosso país têm o dever não só de dar informação que seja útil aos cidadãos, como a devem dar em tempo real, sob pena de perderem a credibilidade do público que, neste caso, se assumem como estando ao seu serviço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-3021315768342961470?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/3021315768342961470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=3021315768342961470' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3021315768342961470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3021315768342961470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/12/o-dilema-dos-jornalistas-confiar-ou-no.html' title='O dilema dos jornalistas: confiar ou não nas fontes oficiosas'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-7188108159312053684</id><published>2008-11-13T09:53:00.004+02:00</published><updated>2008-11-13T10:23:18.504+02:00</updated><title type='text'>O Zambeze na linha da frente: jornalismo à americana em tempo de campanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Camaradas (sem cartão vermelho!) da blogosfera, estou de volta! Não vou fazer promessas, nestes tempos de campanha no Moçambique autárquico. Regresso oportunisticamente à propósito deste momento eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem acompanha as eleições americanas, o processo todo desde às primárias, passando pela nomeação em convenções dos dois grandes partidos e pela campanha propriamente dita...até o dia da eleição, não lhe escapará que este é um momento para a media brilhar com o seu jornalismo de escândalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escândalos dos candidatos são servidos para o público qual "buffet". Faz-se um escrutínio até ao pormenor mais mesquinho, qual "voyeurismo jornalístico" em nome da transparência e do Accountability. Eu, consumadamente homem de media, confesso que não resisto expectante pela próxima grande revelação sobre a vida dos candidatos, na América do Azul e Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo ao nosso chão eleitoral, esta semana, o Zambeze - o jornal que não se acobarda por nada, temerário - vem à capa com um potencial escândalo do candidato da FRELIMO ao Município da Beira: Lourenço Ferreira Bulha. Na dianteira, desse jornalismo à americana que procura "fussar" a vida dos candidatos. Estou na expectativa de ver, quer a media dita oficiosa (quero dizer pública), quer a chamada independente, se farão o "follow-up" deste assunto. Se será tema de campanha? (O que determina a agenda dos media, neste tempo de campanha eleitoral? Seguidismo puro da maratona das promessas e súplicas dos candidatos, na caça ao voto? Diz-se que os candidatos não apresentam o seu manifesto eleitoral...caberá a nós jornalistas perguntar no abstracto: qual é o seu manifesto eleitoral? Ou caber-nos-à perguntar aos académicos conhecedores de políticas públicas e aos planificadores das mesmas, que questões concretas devemos colocar aos candidatos?) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Gostaria de perceber dos bloggers se é um tema pertinente este, em tempo de campanha, sendo Bulha um potencial servidor da coisa pública. Estou expectante em ver se algum jornalista há-de, pelo menos, colocar o microfone e perguntar retoricamente "engraxante": Lourenço Bulha, quer comentar a matéria do Zambeze?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que Bulha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adiante a matéria:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comprovam documentos oficiais em poder do ZAMBEZE &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Candidato da Frelimo a Edil da Beira envolvido em negócio ilegal de terra &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;•&lt;em&gt; Lourenço Bulha e sua mulher Eucelia Sacramento Monteiro Bulha implicados em venda de terra urbana, a troco de dívida, à seguradora IMPAR, agora SIM do Millennium-bim, por 350 milhões de meticais&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beira (Canal de Moçambique) - A terra é propriedade do Estado e não deve ser vendida ou por qualquer outra forma alienada, nem hipotecada ou penhorada. É isso que determinada a Constituição da República de Moçambique no seu artigo 109. Mas é frequente ouvirmos histórias que a serem verdadeiras seriam a prova de que este preceito constitucional terá sido imensas vezes violado. Até aqui, pelo menos nós, não conhecíamos qualquer caso em que se pudesse provar que até mesmo agentes em funções em organismos tutelados pelo Estado, no que à Terra diz respeito, incorrem em violações à Constituição da República de Moçambique. Contudo, agora, pela primeira vez conhece-se um caso concreto, passado na Beira, que envolve duas pessoas que na altura exerciam cargos de elevada responsabilidade na própria autarquia e praticaram e/ou permitiram acto de flagrante violação da Constituição envolvendo uma companhia de seguros privada, a IMPAR, agora designada por SIM, em processo de venda de título de uso e aproveitamento de terra por 350 milhões de meticais . Como o comprovam provas documentais em nosso poder, trata-se de um caso que implica em negócio de compra e venda de terra o então presidente da Assembleia Municipal da Beira e actual candidato pelo partido Frelimo ao cargo de presidente do Conselho Municipal, Lourenço Bulha, e envolve ainda a IMPAR – Companhia de Seguros de Moçambique, hoje designada por SIM, pertencente ao grupo Millennium-Bim. Aliás é um caso que teve o aval do então Edil da Beira Chivavice Muchangage e mesmo até do Ministério da Justiça através da Conservatória do Registo Predial da Beira como não deixa dúvidas uma certidão emitida a 1 de Abril do corrente ano e em que vem explicito que a IMPAR “adquiriu por compra” o terreno a Lourenço Bulha e esposa. O caso está consumado e para contar esta história bastou-nos reunir documentos. Está tudo escrito e oficializado. E não há dúvidas de que o negócio é o primeiro de que se conhece prova de venda ilícita de terra em Moçambique. A questão começa com a concessão do terreno feita a Lourenço Ferreira Bulha, a 14 de Dezembro de 1998, pelo presidente do Conselho Municipal da Beira de então, Chivavice Muchangage. Trata-se de uma parcela na baixa da cidade, ao lado do Cinema Nacional, em frente da Livraria Clássica, uma empresa também alienada pelo Estado ao mesmo cidadão, Lourenço Bula. Reza o título emitido sem que houvesse pelo menos um terço de benfeitorias concluídas como recomenda a legislação, que “por tempo indeterminado” e livre de qualquer taxa – “sem nenhuma taxa anual”, como se lê no documento que estamos a citar, Lourenço Bulha é titular da autorização de uso e aproveitamento da terra de 2.535,663 metros quadrados . Trata-se de uma parcela que é contornada pela Rua António Enes, Avenida D. Diniz, R. da Cruz Vermelha e pela Rua Costa Serrão, talhão 64-A. Na Conservatória do Registo Predial conta que em 1999, a 11 de Fevereiro com o nr. de inscrição 10229, a folhas 178 do Livro F-10, foi registado a favor de Lourenço Ferreira Bulha, casado em regime de comunhão de bens adquiridos com Eucelia Sacramento Monteiro Bulha , residentes no Terceiro Bairro Ponta Gêa, foi registado o direito de uso e aproveitamento de terra, do prédio (NR. Designa-se juridicamente por prédio o terreno mesmo sem edificações) descrito sob o nr. 9954, a flhs 127, do Livro B-29, constante deste título. Já segundo o documento em nosso poder, da mesma conservatória, e sem que haja no terreno qualquer edifício construído, sendo até hoje um terreno baldio, o mesmo terreno aparece registado em nome da seguradora «IMPAR – Companhia de Seguros de Moçambique, SARL», agora SIM, do Grupo Millennium-bim. O Registo tem a data de 11 de Novembro de 2003 e está inscrito sob o n.º 16364, a folhas 118, do Livro D-18. Pouco tempo dias depois houve eleições em que venceu a Renamo e Daviz Mbepo Simango passou a ser o Edil da Beira. Lourenço Bulha, é candidato pela Frelimo a edil da Beira nas eleições da próxima quarta-feira. Daviz Simango é o actual edil e candidata-se como independente mediante proposta do Grupo de Reflexão e Mudança, liderado pelo ex-governador de Sofala Francisco Masquil.&lt;br /&gt;E que prova há de que houve venda de terra? Mas que prova é esta de que Lourenço Bulha se envolveu em negócio ilícito de terras? Eis a questão que colocamos a nós próprios. Rapidamente nos chegou a resposta. O Grupo VIP é hoje o titular do DUAT, isto é do Direito ao Uso e Aproveitamento da Terra. Tendo expirado o prazo de aproveitamento que tinha Lourenço Bulha, o município concedeu o espaço a outro, mais precisamente ao Grupo VIP. Mas acontece que Lourenço Bulha não podia vender a terra porque não a aproveitou isto é por não haver feito no terreno pelo menos um terço do que prometera fazer aquando do pedido de concessão interposto no Conselho Municipal da Beira. Perdeu a concessão. Esteve mais de cinco anos com o terreno e nada construiu. Mas a seguradora IMPAR agora SIM diz-se proprietária do terreno. E porquê? Porque Lourenço Ferreira Bulha o vendeu para pagar uma dívida à seguradora.Vendeu, aliás, o título de uso e aproveitamento o que é manifestamente ilegal apesar da operação de compra e venda ter tido cobertura do próprio Ministério da Justiça. Uma cópia do contrato com o título contracto promessa de compra e venda entre Lourenço Ferreira Bulha e a IMPAR reza que o referido terreno foi valorizado em 350 milhões de meticais da velha família e serviu para pagar uma dívida de 257.435.008,00 MT. Na altura ainda vigorava a velha família do metical. Hoje serão 257.435,00 MTn. No contracto assinado a 23 de Junho de 1999 lê-se (sic): “É celebrado o presente contrato-promessa de transferência de uso e aproveitamento…”. E isto é que é manifestamente ilegal e conforma um crime dado ser uma operação não permitida pela Constituição da República e por lei. Só é permitido vender benfeitorias, não títulos de uso e aproveitamento de terra como foi o negócio, de acordo com o que vem expresso no contrato de compra e venda estabelecido entre Bulha e a seguradora. Lê-se ainda no contrato de compra e venda que a IMPAR “é credora” de Lourenço Bulha, por falta de pagamento de “vários prémios de seguro em dívida” no montante de 257.435,00 MT e que Lourenço Bulha “é titular do direito de uso e aproveitamento do talhão 64-A, sito na cidade da Beira e descrito sob o n.º 9954, a fls 127 do Libro B-29, cuja área é de 2.535,63 m2”. Consta também do contracto assinado por Bulha e pela IMPAR, agora SIM, em 23 de Junho de 1999, que Lourenço Bulha pelo presente contrato-promessa…compromete-se a transferir o título de uso e aproveitamento para a seguradora e esta a pagar-lhe a diferença entre o valor da dívida (257.435,00 MTn)e o valor por que foi avaliado o terreno (350.00,00 MTn). Dessa forma acabaram a seguradora e Lourenço Bulha por se envolverem numa negociação com todos os contornos de ilegalidade. A forma como este assunto vai ser tratado pelas autoridades poderá abrir no entanto caminho para que outros cidadãos até aqui impedidos de fazer o mesmo saibam com que linhas se podem passar a coser. Veremos qual será o comportamento da Procuradoria da República na Província de Sofala, com sede na cidade da Beira. (Fernando Veloso)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-7188108159312053684?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/7188108159312053684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=7188108159312053684' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7188108159312053684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7188108159312053684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/11/os-escndalos-do-candidatoo-zambeze-na.html' title='O Zambeze na linha da frente: jornalismo à americana em tempo de campanha'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-2907569959832021046</id><published>2008-08-18T11:40:00.002+02:00</published><updated>2008-08-18T11:43:19.371+02:00</updated><title type='text'>Entrevistas Com História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Chamava-se Oriana Fallaci. Era uma grande jornalista, mestre do género mais fácil de se executar (porque se ser jornalista é perguntar, então qualquer um pode sê-lo, basta apenas ter coragem de...perguntar) pelos jornalistas e paradoxalmente o mais difícil de dominar pelos jornalistas (porque perguntar, jornalisticamente, é questionar, é problematizar, é contra-argumentar sem opinar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus camaradas de ofício, Nelson Saúte, Ericino de Salema e Policarpo Mapengo adoram citá-la, como o paradigma do bom entrevistar. Uma das mais famosas obras de Fallaci foi precisamente “Entrevistas Com a História”. Fiz esta menção-homenagem a Fallaci a modos de saudar o regresso da Grande Entrevista aos media nacionaisk, mormente STV/O País e Jornal SAVANA. E, curiosamente, parece que todas elas com um propósito quase que combinado, articulado: entrevistar figuras-chave na história do País para trazer à esfera pública o debate da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, pois, “entrevistas com a história”, aquelas que nos últimos três meses vimos desfilar no SAVANA, na STV e no País, com Jorge Rebelo, Jacinto Veloso, Graça Machel e agora Sérgio Vieira. Faltam-me, parece, nesse círculo de entrevistas figuras como o recém-homenageado “causídico primeiro” Domingos Arouca (como fonte alternativa  e capaz de desfrelimizar a nossa visão da nossa história), Malangatana Valente Ngwenya, Lina Magaia. Espero, sinceramente que venham desfilar mais figuras desse porte na nossa história, e sobretudo os media nos ofereçam fontes alternativas.&lt;br /&gt;Do cruzamento dessas fontes, das leituras nas entrelinhas do que eles (não) dizem, quem sabe construiremos o desígnio a que convidou-nos Severino Ngoenha: “Por Uma Dimensão Moçambicana da Consciência Histórica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só com Consciência Histórica podemos almejar e empreender o Desenvolvimento. E Só com História – inabalável, factível, desfrelimizada - podemos ter Consciência Histórica, Causa Comum (a luta pelo Bem Comum) e só assim o Projecto Nação se realiza...&lt;br /&gt;Caso contrário, continuaremos a ser  uma sociedade em que somos Predadores de Nós Próprios, Estrangeiros de Nós Próprios, em que o individualismo arrivista  e autofágico, qual corrida ao capital, impedirá que grandes propósitos como o ditoso Combate à Pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que me regozijo pelo meu tão almejado papel dos media na (re)construção da nossa história. Espero que seja uma Agenda Consensual dos Media, em nome do Interesse Nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A opinião de Noé Nhantumbo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A propósito das Entrevistas Com História, transcrevo uma opinião de uma das vozes mais críticas ao regime, que escreve directo do Chiveve, Noé Nhantumbo – sem que subscreva completamente a sua opinião, publicada na edição de segunda-feira, 18 de Agosto do Canal de Moçambique, confesso que aprecio alguns dos seus posicionamentos...com muita carga de “bias” é claro, mas opiniões próprias... porque eu adoro o dissenso!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo, Entrevistas com ilustres e ziguezagues discursivos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muita palha pouco arroz...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beira (Canal de Moçambique) - A única coisa de interesse que se deve dizer é que finalmente algumas vozes entre os ilustres libertadores se começam a ouvir. Parece que de uma maneira ou de outra, certas pessoas que tiveram o mérito de consentir sacrifícios para Moçambique fosse um país independente estão conseguindo vir a publico contra um pouco daquilo que são as suas ideias. Aquilo que não conseguem dizer pode-se ler nas entrelinhas. Pelas perguntas que os jornalistas se atrevem a fazer e pelas respostas pode-se concluir que parte dos nossos libertadores não está satisfeita com o rumo das coisas no país. Claro que não é fácil de um momento para outro renegar todo um passado. Também julgo que não se pretende isso. O que os moçambicanos pretendem e necessitam é que a discussão dos assuntos do país não seja centralizada na capital e que tais assuntos tenham também como referencia aquilo que pensam os outros cidadãos no país. Afinal ninguém é proprietário absoluto da razão e o país não é só Maputo, como é óbvio. As entrevistas que recentemente tem passado nos órgãos de informação tem um aspecto positivo que é colocar pessoas importantes a falarem. Está claro que não há concordância mas que também existe relutância em se colocarem ao lado dos que defendem que a liderança nacional está falhando em muitas das opções escolhidas. O socialismo que existia nas mentes de alguns desapareceu e agora, como órfãos desprotegidos, procuram dizer aos moçambicanos que não estão arrependidos pelo que fizeram no passado. São afirmações circunstanciais e que acontecem numa situação em que ainda gozam de uma protecção que o regime do dia lhes oferece. Se a situação fosse diferente é de imaginar que alguns deles já teriam ido para o exílio, embora não seja isso que se recomenda pois só em liberdade, se poderá discutir e escrever a verdadeira História. Nota-se em quase todos os discursos e entrevistas que as pessoas não estão preparadas para reconhecer que houve muitos erros e excessos da parte daqueles que se diziam com razão e defendendo alegadamente a linha revolucionária no quadro do movimento de libertação de Moçambique. De toda a experiência relatada nas entrevistas que alguns ilustres dão, é de notar a fuga perante perguntas pertinentes e que os moçambicanos precisam de saber. Não conseguem dizer abertamente que as coisas andam mal porque o partido no poder ficou vazio de iniciativas. Não há uma linha clara de orientação ideológica. As pessoas aproveitam tudo o que podem neste capitalismo selvagem de génese nitidamente política e sobretudo partidária. Hoje os companheiros de ontem aparecem falando, mas não conseguem dizer que o que os unia já não existe. Hoje os valores que se defendem são as contas bancárias e os palacetes, os terrenos, os hotéis, as estâncias turísticas, as empresas de telecomunicações, as participações no capital de empresas de transporte ferroviário. Hoje o luxo já não é inimigo da revolução como se ouvia dizer num passado relativamente recente. Infelizmente os entrevistados não nos conseguem explicar como foi que camaradas seus de repente se tornaram capitalistas. Não tem explicação plausível a origem da depredação do parque industrial estatal, nem da destruição da rica experiência de capitalismo estatal que existia. Hoje tudo o que de positivo havia sido feito nos tempos da primeira república foi propositadamente enterrado como se de algo com peste se tratasse. O aparecimento de alguns ilustres falando é de facto importante e interessante. Mostra que afinal a tal discussão interna dos assuntos ao nível de seu partido não é tão linear como querem fazer entender. Quando aparecem trânsfugas é porque não existe ambiente interno para a discussão ou abordagem de assuntos considerados importantes. Quem afirma que não existem alas na Frelimo esta mentindo com os dentes todos. Existem, mesmo que seja ao nível do capital acumulado por aqueles que tiveram êxito e os que se deixaram ficar a dormir na hora da repartição do espolio, ou que foram simplesmente esquecidos devido à sua marginalidade ou alegada falta de importância no contexto em que realizavam as partilhas. O centralismo declaradamente existente no capítulo da deliberação dos caminhos a seguir, não oferece espaço para que alguns dos ilustres se façam ouvir. Até porque já não fazem parte dos órgãos centrais do partido nomeadamente a sua Comissão Politica. Aquele poder que algum dia tiveram no passado já não existe. A sua tentativa estóica de defender factos que todos sabemos não corresponder à verdade é um serviço para o seu partido de sempre. Só que este partido já não é o mesmo. Moçambique precisa de mais intervenções de pessoas que tiveram um passado relevante na sua história. Só que isso tem de significar apresentar opiniões que ajudem o país a desenvolver-se e não aparecerem pessoas que nos queiram fazer engolir sapos vivos e a história falseada. É uma situação caracterizada por uma avalanche discursiva sem qualquer relação concreta com os procedimentos que fazem falta. Mostra-se um exercício sem utilidade prática. E se excluirmos os claros objectivos eleitoralistas que esses exercícios encerram, pouco mais resta. Falta uma grande dose de coragem da parte dos ilustres entrevistados para avançarem com ideias que julgamos que terão quanto à situação concreta que se vive. Não estamos dispostos a acreditar que nada tem a dizer quanto ao estado lastimável da actuação da administração da justiça, da polícia, das opções na agricultura, de migração, da banca e de muitos outros temas. Nada é tão linear como nos procuram fazer entender. A falência do marxismo que alguns se dizem defensores não foi obra do acaso. A sociedade de características liberais que o substituiu mas na verdade sociedade dependente de todos um pouco, também não é fruto de altruísmos. Espera-se que as poucas entrevistas públicas oferecidas sejam o início de um debate profundo envolvendo moçambicanos de todas as sensibilidades em prol de um progresso que inclua todos. A vida deste país não se pode limitar a Maputo, aos seus bairros nobres onde habita a nomenclatura. A discussão dos assuntos de interesse nacional não se pode circunscrever a supostos detentores da razão. Aqueles que vivem no limiar da dignidade humana, os habitantes dos subúrbios e das zonas rurais deste país também deram parte de si para que este país se tornasse independente. Importa com urgência desmistificar uma tendência de idolatrar lideres e coloca-los em pedestais como se de pequenos deuses se tratasse. Os dirigentes de uma república que se pretende democrática devem estar mais perto dos cidadãos e acessíveis aos mesmos. Cabe aos ilustres libertadores e a todas as forças políticas deste país reinventar a política em Moçambique. O que tem sido feito e dito é demasiado pouco. A repetição de discursos por parte de certos políticos mostra um esgotamento evidente. Fora daqueles slogans com que infelizmente nos habituaram, já não possuem alternativas válidas para apresentar ao país e também não querem permitir que outros moçambicanos se façam ouvir. Tem de ficar claro para todos que a exclusão dos outros diminui as possibilidades de fazer avançar o país. Ficam diminuídas as oportunidades de usar recursos humanos que existem. Os insucessos que se assistem são resultados da exclusão dos outros e de uma teimosia histórica de admitir que quem não participou na luta de libertação nacional também é moçambicano com opiniões validas. São posicionamentos extremos como esses que nos colocam na cauda do mundo em termos de desenvolvimento. Esperamos que os ilustres libertadores que ainda existem ajudem com o seu saber e contribuam para que a reconciliação nacional tão necessária se concretize. Só que isso tem de ser fruto de diálogos abertos para aprendermos a não ter medo dos outros...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-2907569959832021046?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/2907569959832021046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=2907569959832021046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/2907569959832021046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/2907569959832021046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/08/entrevistas-com-histria.html' title='Entrevistas Com História'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-95277118470589772</id><published>2008-05-19T09:10:00.003+02:00</published><updated>2008-05-19T11:00:57.706+02:00</updated><title type='text'>Maio, o Mês da Liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros blogueiros e bloguistas, volto à actividade, no mês da Liberdade. Quem tem sentido de história sabe que Maio começa com o Dia do Trabalhador, a celebrar um épico levantamento/marcha/protesto dos trabalhadores (creio que em Chicago, EUA) pelo valor da Liberdade laboral...de horários mais humanos e humanizantes de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue-se o 3 de Maio, Dia da Liberdade de Imprensa. Tive o grato prazer de participar de uma palestra proferida por José Rodrigues dos Santos, o "pivot" da RTP nascido na Beira (tal como Carlos Cardoso, Mia Couto e outros "muzungos" que honram a moçambicanidade), nesse dia nosso dos jornalistas e dos amantes e defensores da Liberdade de Imprensa e de Expressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pude debater com José Rodrigues dos Santos sobre os vícios de que enfermam os nossos "media" públicos que os impede de exercerem em pleno sua liberdade (nomeadamente a auto-censura; a consciência errada e  servilista de que são empregados do governo do dia, do regime da FRELIMO); desafiei-o a falar do "Caso Berlusconi" em Itália (Silvio "Sua Emmitenza" Berlusconi, Primeiro-Ministro eleito escandalosamente pela quarta vez nos últimos oito anos; detentor de órgãos de informação e de agências de publicidade e por inerência do cargo de PM com algum poder para limitar/controlar os poderes da RAI), com ponte no "Caso Balsemão" em Portugal e como ante-câmara para Moçambique (Guebuza, o Presidente da República é na sua vertente empresarial dono do misteriosamente desaparecido de circulação semanário privado Meia-Noite e da Editora Produções Lua). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questionei igualmente ao JRS sobre o valor do contra-informação em Portugal (um fenómeno de sátira televisiva que permitiu o exercício da crítica ao regime russo e a consciencialização política dos cidadãos moscovitas na Rússia, por uma TV privada hoje desmantelada pelo regime de Putin). Claro que eu estava  a pensar comparativamente  com o suplemento humorístico "SACANA" e a sua coluna da Hora do Fecho (Diz-se, Diz-se) onde se exercício da má língua, amplificação dos "whispers" e "gossips" permitem ao Jornal SAVANA (minha verdadeira escola de jornalismo!) dizer às pessoas aquilo que os seus textos jornalísticos não podem ou não conseguem dizer, numa "mistura explosiva" de opinião e informação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Pude lá participar - ido de Chimoio onde me radicara por duas semanas por obrigações profissionais - graças ao desafio feito pelo meu ex-chefe de redacção por 2 meses no Zambeze, ex-colega de escola na extinta UFICS (curiosamente somos ambos "college drop-out" uficsianos), hoje colega (ele mais adiantado) do curso de comunicação mas em unive's diferentes (ele sempre fiel à "alma mater" UEM, eu na minha nova paixão universitária APolitécnica), sempre "camarada de ofício" nas lides do escrever e amigo: Ericino Higínio de Salema. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maio, na celebração da Liberdade, prossegue com o recordar das duas semanas mais marcantes da história contemporânea do "Velho Continente" e do Mundo Ocidental - com implicações ideológicas no mundo inteiro, a meu ver, aqui da esquina do Hemisfério Sul, África Austral -, nomeadamente, quando em Paris, a 12 de Maio de 1968 estalou a mais histórica greve geral com cheiro à rebelião/sedição que marcou o resto das gerações mas que infelizmente por cá parece haver memória fugaz ou relapsa para valorizá-lo. Claro que estou a falar de Paris, Maio de 1968! Se a França é a terra da revolução, aquela que inscreveu os ideais de &lt;em&gt;Liberté, Egalité, Fraternité&lt;/em&gt; (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) como sua divisa, a partir de então legitimou-se Cidade da Liberdade Paris A Virtuosa... Ah Paris!, com a sua sumptuosidade sumarizada no Quartier Latin (ode aos escritores e cultores do saber filosófico), na catedral Notre Dame, no &lt;em&gt;Musée du Louvre&lt;/em&gt; (Monalisa/Gioconda, A Madona dos Rochedos, O Homem do Vitrúvio... Da Vinci...Da Vinci Code!),  nos &lt;em&gt;Champs Elysées,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;L'Arc du Triomphe&lt;/em&gt;  e nos &lt;em&gt;Bois-de-Boulogne&lt;/em&gt; (como é bom ver o vencedor do &lt;em&gt;Tour de France&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;Grand Boucle&lt;/em&gt;, ser coroado ao alcançar os primeiros, após cruzar o segundo, depois de percorrer olimpicamente os terceiros) e epitomizada na Tour Eiffel!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, para nós Africanos, Maio termina a 25 celebrando a nossa Libertação simbolizada no 25 de Maio de 1963, Dia da criação da extinta Organização da Unidade Africana, essa que o coronel da Revolução Verde, Muammar Al-Gaddafi, conseguiu transformar em União Africana... no seguimento da sua quimera (não utopia) inspirada em Kwame Nkrumah de Estados Unidos da África.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis, pois, que me debruço aqui, blogosferamente sobre o Valor da Liberdade neste mês de Maio. A despeito de não ser professor de História, espero ter-vos brindado com uma aula de história universal, já que infelizmente os "media" não cumprem esse papel (leiam o meu post "Walking In Memphis"...para perceberem do que estou a falar)... Essa é a minha forma de diagnosticar &lt;em&gt;State of Mind&lt;/em&gt; dos Media. Aliás, &lt;em&gt;raison d'être&lt;/em&gt; deste meu "métier" aqui de blogueiro (um dia espero ser bloguista, estudioso desta esfera pública). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; é em homenagem ao senhor Fernando Balthazar de Teixeira Lima meu amigo, "camarada de ofício", ex-PCA, correligionário (partilhamos/comungamos visões, opiniões, sonhos quanto ao futuro dos "media", do jornalismo e da imprensa,  apesar da diferença de idades/gerações e de um diferendo indelevelmente marcado num dos termos da nossa recente relação patrão/empregado). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fernando Lima foi o único jornalista de expressão lusófona seleccionado para o Prémio CNN Multichoice 2008 que premeia a excelência do Jornalismo Africano (um dia destes ainda partilho convosco a minha opinião sobre o que é jornalismo africano, não "copy and paste" do que se faz no Ocidente e, no caso de nós PALOP, no Brasil). Fernando Lima representa o que de melhor há na "velha guarda" do jornalismo em Moçambique, essa a quem atribui o papel de "guardiões da memória", e que devia ser ela o grosso dos professores a dar aulas nas faculdades de jornalismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela Memória da Liberdade, de Imprensa, Universal e de África, eu, Milton Machel, bloguei hoje...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-95277118470589772?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/95277118470589772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=95277118470589772' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/95277118470589772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/95277118470589772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/05/maio-o-ms-da-liberdade.html' title='Maio, o Mês da Liberdade'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-5479762521075602034</id><published>2008-04-08T09:04:00.004+02:00</published><updated>2008-04-08T09:28:30.212+02:00</updated><title type='text'>O Estado do Jornalismo Moçambicano segundo Josué Bila</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Josué Bila, jornalista que decidiu especializar-se em questões de Direitos Humanos, assina na mais recente edição da revista electrónica internacional de DH (de que ele é editor em Moçambique) um artigo qual diagnóstico do jornalismo em Moçambique. É uma leitura mais perspicaz, mais lúcida e mais "bisturizada" relativamente às minhas interpelações sobre o Estado do Jornalismo Moçambicano, algo que o Bayano Valy também vem fazendo de forma ainda mais inteligente e persistente no seu Nullius in Verba. Este texto do Josué é um "must read". Daí que não me coibi de fazer um "copy and paste" do artigo que ele me enviou por email, o que agradeço bastante pela atenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do jornalismo provinciano e faz-tudo ao jornalismo responsável&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Josué Bila&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Dedico este artigo ao já falecido jornalista Xavier Tsenane, que, em 2001, me deu as primeiras e inesquecíveis aulas práticas de jornalismo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Os profissionais de informação devem evitar falar de generalidades, falar de tudo para dizer pouco; por isso, devem especializar-se em áreas determinadas, apoiadas, porém, numa cultura geral... Só abraça o jornalismo quem tem inteligência clara e amor à verdade” -  Brazão Mazula (1999)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O jornalismo moçambicano parece não querer sair do período de jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, para o jornalismo de especialidade e responsável. Assim colocado, qual é, então, o papel dos jornalistas, órgãos de informação e do Sindicato Nacional de Jornalistas?&lt;br /&gt;Permitam-me, antes, pensar que o jornalismo provinciano e pré-intelectual é aquele em que os jornalistas e os seus órgãos de informação, sem que tenham bases intelectuais sólidas e conhecimento suficiente sobre um ou vários assuntos, entrevistam, noticiam, reportam, opinam e criticam, rastejando-se, deste modo, entre a mediocridade, ignorância e desinformação, à mistura de alhos e bugalhos jornalísticos.&lt;br /&gt;Contrariamente, o jornalismo de especialidade e responsável seria aquele em que os jornalistas e seus órgãos de informação têm preparação intelectual e especialização profissional sólidas, aprofundando determinadas áreas de saber, para entrevistar, noticiar, reportar, opinar e criticar, com ética e responsabilidade jornalísticas.&lt;br /&gt;Em Moçambique, o jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual é o mais abundante e está na moda. Ele está assente na produção rápida de várias notícias e reportagens por um jornalista, sem que antes tenha feito a mínima investigação ou tenha compreendido o assunto, para responder às exigências dos editores ou donos do órgão de informação ou ainda para satisfazer os seus interesses de irresponsabilidade jornalística. Em sete horas, um jornalista noticia ou reporta, sob orientações dos editores ou por iniciativa própria, duas notícias e reportagens de áreas diferentes, cujo conhecimento prévio e sólido é quase nulo. Por exemplo, em um mesmo dia, é capaz de, numa manhã, cobrir um encontro sobre as vantagens dos biocombustíveis e, numa tarde, estar em uma conferência de imprensa sobre o balanço de um evento musical, decorrido no fim-de-semana último. Esses assuntos são diferentes e requerem jornalistas de áreas específicas e não jornalistas provincianos, fazem-tudo e pré-intelectuais: não basta tomar notas e passá-las ao bloco e ao computador. Há que compreender o que se diz; criticar as notas tomadas e sistematizar a informação, de forma coerente, sábia e inteligente para o público.&lt;br /&gt;Um dos defeitos do jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, misturado com o sensacionalismo provinciano, é perpetuar a ideia de que uma notícia, reportagem ou opinião tem qualidade quando for apresentado antes dos outros órgãos, mesmo que não tenha interesse para o nosso bem cultural, social, político, económico ou diplomático, ou mesmo não tenha sido investigado, como, em muitos dos casos, acontece. Alisto, aqui, notícias e reportagens-escândalo, sem provas. Para quê tanto protagonismo provinciano? Para quê forçar a fama instável, umbilical e negativamente profana? Em nossos órgãos de informação, o ”bom” jornalista passou a ser o jornalista-quantidade e não o jornalista-qualidade - este sabe, prevê, pensa e faz refletir. A forma como se recruta jornalistas, em nosso meio, não difere muito da forma como se admite estivadores. Este jornalismo, o provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, ainda impercebe, nega e subestima que a qualidade de uma informação jornalística está na colocação coerente e responsável de dados atempadamente investigados, com intelectualidade, lógica e ética jornalísticas. E isso não é feito antes pelo bloco de notas, câmera, micro-fone, micro-gravador, viatura para reportagem, paginador e etc, mas, sim, por jornalismo e jornalistas intectualmente sofisticados e politicamente robustos, que não só têm uma forma local e redutora de ver e perceber o mundo e o que lhe rodeia. Entre nós, jornalistas há que estão sempre no parlamento, mas nunca leram normas sobre o seu funcionamento e direitos e deveres do deputado; já não digo uma simples leitura de alguns capítulos sobre Estado, Governo, partidos políticos e ciência política, por exemplo – isto prova o quão provinciano, faz-tudo e pré-intelectual é o nosso jornalismo. &lt;br /&gt;Por isso, o jornalismo de especialidade e responsável é o quase-inexistente, entre nós, salvo raras e honrosas excepções. E o processo de sua existência é tão necessária quanto a paz e o desenvolvimento. Sugiro que a classe de jornalistas faça uma organização interna e que o Sindicato Nacional de Jornalistas desperte de sua hibernação, antes que chegue o dia de “paz à sua alma!!!”, o que não faz parte do desejável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização interna&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;·         Que um órgão de informação possa escolher duas ou três áreas-chave sobre as quais prefira trabalhar jornalística e detalhadamente (pelo menos, o telespectador, radiouvinte, leitor ou internauta procurará informar-se, sabendo que nesse órgão não será desiludido, com quantidade sem qualidade, sensacionalismo e protagonismo provinciano);&lt;br /&gt;·         Que os jornalistas possam dedicar-se, individualmente, em uma área determinada – lendo, investigando e estudando sobre ela, sempre e sempre;&lt;br /&gt;·         Que haja um programa de auto-didatismo e formação superior para todos jornalistas a curto, médio e longo prazos, bolsas de estudos, aumento substancial e robusto de salários e cumprimento de direitos laborais pelo patronato, prémios e intercâmbios nacionais e internacionais. (É louvável o esforço individual de jornalistas que concluiram o ensino superior e outros que estão por concluir, bem como a sua notável pujança jornalístico-intelectual – aqui, incluo também àqueles que, mesmo não tendo o ensino superior, mostram qualidades intelectuais, profissionalmente sofisticadas. Estendo esse louvor à Universidade Eduardo Mondlane que, através da Escola de Comunicação e Artes, oferece anualmente vagas a jornalistas. Devo dizer também que dificuldades intelectuais e académicas há que não devem ser somente imputadas aos jornalistas, mas à forma como está organizada e estruturada a nossa sociedade. A nossa sociedade, de um modo geral, não estimula nem valoriza bons pensadores, profissionais e pessoas dadas a cultura do intelecto. Estimula muito a cultura colorida. Como é possível que uma sociedade que está carente de desenvolvimento tenha mais e só estímulos públicos para jovens cantores e não haja estímulos para jovens intelectuais e jornalistas? A referência supervisível do nosso jovem passou a ser de quem mais dança e canta “dzukuta”, por exemplo; e aquele que lê, pensa, critica e escreve é invisibilizado, cretinizado, subestimado e subaproveitado, bastas vezes. Quais são os critérios que se usam para supervisibilizar uns e invisibilizar outros?). Insisto em apelidar essa atitude de provinciana, rural, mitológica e pré-intelectual, que caracteriza as acções do dia-a-dia da sociedade moçambicana.&lt;br /&gt;·         Os órgãos de informação deveriam doravante ter critérios de jornalismo de especialidade e responsável ou jornalismo intelectuamente sofisticado para as redacções (Já é tempo de se trazer/fazer frescura profissional no jornalismo. Os moçambicanos têm direito à informação de qualidade. E o direito humano à informação é inegociável. Se os cidadãos têm esse direito significa que alguém tem o dever de materializá-lo).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sindicato Nacional de Jornalistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;·         Que se (re) organize o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), para que responda às exigências de uma organização jornalística contemporânea;&lt;br /&gt;·         O SNJ deve promover debates sobre problemas de actualidade jornalística, cultural, social, económica e política de Moçambique, África e do mundo em geral;&lt;br /&gt;·         O SNJ precisa de um investimento ou avivamento espiritual e moral: os jornalistas não o tem como sua casa, não o prestigiam, nem o olham como um espaço onde possam discutir ideias, apontar os acertos e erros de sua vida jornalística e ampliar a solidariedade humana e profissional, actualmente, tão perdida quanto necessária. (O que mais se lembra do SNJ é, isso sim, meia ou uma dúzia de jornalistas e intelectuais, que se sentam a uma mesa, cujas ideias de uns, até à idade que têm, não são conhecidas, de forma coerente e marcante. Mas, devo dizer também que jornalistas e intelectuais há que se sentam à tal inesquecível mesa, que são ostentadores e detentores de um quilate racional invejável. Alguns, ainda, são intelectualmente recicláveis. Àqueloutros, não tenho comentários. O jornalista Carlos Humbelino perdeu a vida, há semanas. O SNJ olhou-o de alto a baixo, exorcizando um observar provinciano e pequenez ética sobre o colega, que deu a sua vida pelo jornalismo, independentemente de sua ideologia. Morrerá um outro, porque o nosso fim é esse, veremos uma “cerimónia de Estado”. Continuo a insistir em um jornalismo responsável e de ética social).&lt;br /&gt;·         Que o SNJ possa dialogar com o Governo sobre a isenção de impostos e outras facilidades para a chamada imprensa privada, porque esta presta igualmente serviço público de informação em condições materiais e financeiras desajustadas. Quem lê um jornal ou radiouve ou ainda televê alguma informação em um órgão privado é o público, o que significa que os privados prestam serviço público. Em temáticas de direito à informação, tenho dificuldades de refletir onde começa e termina o serviço público ou privado. Por exemplo, quando se noticia, por qualquer que seja o órgão de informação privada, que o Governo vai construir, ainda este ano, sete escolas no distrito de Manganja da Costa, província da Zambézia, não sei se o cidadão recebe essa informação de forma privada ou pública (os cinco sentidos e as informações valiosas que o cidadão recebe são privados ou públicos?). Estou certo, ao pensar que recebe a informação e cresce-lhe a esperança de que o seu país está a desenvolver. A isso não devemos fechar os olhos. E o desenvolvimento de Moçambique não é um assunto privado, mas de interesse público. É tempo de se discutir o sentido de público e privado, na área jornalística e no direito à informação. Aliás, embora pareça-me meio cooptativo, a decisão da presidência da República de, em viagens nacionais e internacionais do chefe de Estado, se incluir também jornalistas de órgãos privados, é uma experiência a sublinhar. Mas, há que se apoiar em meios aos órgãos privados, para que façam trabalho onde o chefe de Estado ou elemento do Governo não esteja – isto pode reduzir a auto-censura e elevar a liberdade informacional. Penso não ter estabelecido alguma causa-efeito.&lt;br /&gt;·         Que o SNJ possa dialogar e criar memorandos de entendimento com instituições de ensino superior para a concessão de bolsas de estudo ou vagas;&lt;br /&gt;·         Que o SNJ possa lutar pelo cumprimento de direitos e deveres de jornalistas; e&lt;br /&gt;·         Que o SNJ possa internacionalizar-se, porque, nas condições nas quais se encontra, ele é muitíssimo provinciano e decadente (há sete anos que presto alguma atenção nele). Caso o SNJ saia desse provincianismo e hibernação, poderá ajudar esta proposta contemporânea e cosmopolita: jornalismo de especialidade e responsável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-5479762521075602034?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/5479762521075602034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=5479762521075602034' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5479762521075602034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5479762521075602034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/04/o-estado-do-jornalismo-moambicano.html' title='O Estado do Jornalismo Moçambicano segundo Josué Bila'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-641203776371350362</id><published>2008-04-04T11:33:00.003+02:00</published><updated>2008-04-04T16:37:45.774+02:00</updated><title type='text'>“Walking in Memphis” ou o Triplo M  (Martin Luther King Jr, Media e Memória) ou Ensaio Sobre Cegueira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Everyone has the power for greatness, not fame but greatness, because greatness is determined by service&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt; – Martin Luther King Jr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sometimes we are blind men, leading blind men&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” – Mzi Ntuli, colega minha e Gestora de Programa na Oxfam GB em Moçambique&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ignorar o que aconteceu antes de se ter nascido, equivale a ser-se eternamente criança&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” – citação de memória, a um sábio cujo nome não me ocorre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Assinalam-se hoje precisamente 40 anos do assassinato, em Memphis, do Reverendo Martin Luther King Jr, Prémio Nobel da Paz, activista norte-afro/negro-americano dos direitos cívicos, divulgador-mor da doutrina da “Acção Não-Violenta” de Mohandas Kasturba “Mahatma”(A Grande Alma) Gandhi e mentor do activismo político dos reverendos Jesse Jackson, Al Sharpton e de Barack Hussein Obama Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar o homem e a obra, hoje na “Casa dos Jornalistas” haverá uma palestra, julgo eu, a ser proferida por Silvério Ronguane, filósofo moçambicano que já quis envolver-se na política mas hoje remetido à academia. Será, passe a publicidade (não paga, diga-se!), ocasião igualmente para o lançamento creio eu do futuro Instituto Martin Luther King em Moçambique (como um kinguista e americanista, estou curiosíssimo em perceber que valores pretendem instilar nesta anómica sociedade moçambicana).&lt;br /&gt;Será igualmente uma chance para os kinguistas, de que me considero último na bicha, se encontrarem: espero (se nada me impedir de lá estar) encontrar o Gustavo Mavie (que sei que nas suas aulas, em tirocínio como professor universitário, falava mais de MLK Jr que propriamente de Teorias da Comunicação), o José Belmiro (esse jovem jornalista e aspirante a jurista que tem no sangue aquilo que é o ingrediente básico de um jornalista: ser rebelde por causa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Quando comecei a pensar sobre esta postagem, dei-me conta de um facto, a que chamo atenção dos cientistas sociais: como muitos devem saber, os americanos não celebram este dia...embora o rememorem, pois a tradição ou cultura celebratória americana dá valor ao dia do nascimento dos seus heróis, por isso é que o dia de nascimento (15 de Janeiro) de Martin Luther King Jr é que é “National Day” nos Estados Unidos da América. Suponho que assim o seja para outros heróis da nação cujo hino é “Gob Bless America” e que inscreve na sua poderosa nota “In God We Trust”, como símbolos de que a Providência Divina é que criou a América “Super Power” e “Super Model” que todo o mundo seguir.&lt;br /&gt;Pelo contrário, a nossa cultura celebratória reivindica o dia da morte dos nossos heróis como Feriado Nacional, daí que muitos não se lembrem que Samora Mandande Moisés Machel nasceu a 29 de Setembro de 1933 e Eduardo Chivambo “Chitlango Kambane” Mondlane veio ao mundo a 20 de Junho de 1920, mas saibam de côr que 19 de Outubro é dia do Desastre de Mbuzini e 3 de Fevereiro do assassinato do “Pai da Unidade Nacional”. Para os cientistas sociais, (pode ser que na academia alguém já tenha tratado isto, uma vez que sou “college drop-out” da ex-UFICS na UEM ignoro-o) fica o desafio a que pensem nisto: Moçambique (celebra o dia da morte dos seus heróis) vs América (celebra o dia do nascimento dos seus heróis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Voltando ao tema em epígrafe, hoje, ao som de “Walking in Memphis” de Marc Cohn, dei uma passeata pela imprensa (porque considero-a o real espelho dos media, também porque estamos num país em que jornalismo radiofónico é apenas exercido pela Rádio Moçambique e o espectro televisivo ainda é bebé quando estamos a falar de jornalismo)... a procura do que escreveram sobre Martin Luther King Jr, passados 40 anos do seu assassinato. Desiludo-me! E espero, igualmente, desiludir-me, infelizmente, nos próximos dias, pela forma superficial com que se reportam eventos em Moçambique (espero que me desminta a imprensa, com coberturas plurais e aprofundadas não sobre a palestra, mas sobre o que se vai debater na palestra, e não sobre o Instituto Martin Luther King mas sobre o que pretende essa instituição difundir/edificar na nossa sociedade).&lt;br /&gt;É que, conforme já me debrucei em ocasiões anteriores, um dos condicionantes da agenda do jornalismo em Moçambique, logo da sua qualidade, é que se (mal) pratica o &lt;strong&gt;EVENTS-DRIVEN JOURNALISM&lt;/strong&gt; (jornalismo condicionado por eventos) não &lt;strong&gt;ISSUES-DRIVEN JOURNALISM&lt;/strong&gt; (jornalismo conduzido por assuntos).&lt;br /&gt;E mal-pratica-se (desculpem-me adulterar do inglês o malpractice) esse mesmo EVENTS-DRIVEN JOURNALISM precisamente por se reportar não o que se discutiu nesses workshops, seminários, palestras, debates, mas noticia-se a realização desses eventos “tout court” (banalizando-se os fundamentos da notícia: o quê, onde, quando, quem e como) e depois entrevista-se os mentores do mesmo para se saber das causas e objectivos do mesmo (porquê, para quê?) e FULL STOP!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Diante deste cenário de perda de qualidade e perante aquilo a que os estudiosos de jornalismo designam por “A Tirania do Tempo (e do Espaço)”, recomenda-se que redacções devem ter o que eu designo por...não professor Marcelino Alves, não são os “gate-keepers” desta vez!, mas “Guardiões da Memória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para os nossos “media”, mormente imprensa e televisão (na Rádio acho que João de Sousa e Orlanda Mendes são os eleitos), eu nomearia as seguintes figuras para “Guardiões da Memória”:&lt;br /&gt;- Augusto de Carvalho no jornal Domingo, ele que não tem sabido honrar o facto de ser um dos co-fundadores (o prof. Marcelo Rebelo de Sousa e o “magnata da comunicação social” Pinto Balsemão são outros) do melhor semanário português e referência incontornável do jornalismo por excelência na comunidade lusófona, o Expresso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A dupla de Fernandos (Lima e Manuel) no jornal Savana/mediacoop. O Fernando Manuel fá-lo quando (o que já é raro) decide escrever crónicas jornalísticas e reportagens como só ele sabe, e mesmo de forma subtil nas suas brincadeiras da página Savana no Informal. Já o Fernando Lima cumpre esse papel ora nas suas croniquetas, ora em reportagens de viagens pelo país adentro, em que vai aproveitando aqui e ali para nos dar umas lições de história do Moçambique da era dos “Prazos da Coroa”, do tempo dos Mwenemutapa e da chamada Luta de Resistência, brindando-nos com suculentas estórias que nos fazem lembrar que a história de Moçambique não é a história dos heróis do Sul de Moçambique;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Júlio Bicá na TVM, que já exerce esse papel, em parte, quando faz no Bom Dia Moçambique as suas brevíssimas “Páginas da História” (lembram-se deste programa no tempo da saudosa TVE?);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anabela Adrianopoulos na STV, o que ela muitas vezes fazia ao de leve nos seus extintos Diálogos, mas que ultimamente parece querer aderir à febre juvenília de shows sustentados pelo modelo de negócio SMS da mCel (este Capitalismo, até às Indústrias Culturais quer arregimentar!)...a não ser que (o que duvido) o desafio “Oxigénio” dela, na vertente de Cultura Geral e estímulo a descoberta de cérebros, pretenda ressuscitar algumas das boas coisas que o Vitor José fez no seu Sabadão antes de antingir a “senilidade inventiva” ou “Menopausa Intelectual Criativa”(MIC), e fazer recordar os edificantes Volta a Moçambique/Sabadar do “eciclopédico” Leite de Vasconcelos e de João de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de memória televisiva, lembro-me bem que o Vítor José descobriu aquele jovem cérebro em física chamado Alberto Adolfo (onde ele está hoje?), e recordo-me que no “Volta a Moçambique” de Leite de Vasconcelos brilhava a dupla de sábios Horácio Macedo (ainda está vivo este homem-enciclopédia?) e Maria de Fátima, tendo se destacado igualmente o jovem Erson Torre do Vale. Penso que foi mais com o “Volta Moçambique” do que nas aulas na Escola Primária “A Luta Continua” e depois na Escola Primária do Alto-Maé (dizem Paiva Manso, os que viveram e sabem de história). São apenas uns “snapshots” da minha memória à beira dos 30 anos de idade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando esses, presentes nas redacções, os outros “Guardiões da Memória” no jornalismo podem ser o pesquisador António Sopa, o multi-facético Machado da Graça, o académico das letras Calane da Silva, de entre outros que não me lembro ou que não conheço porque não sou um “connoisseur”, e nem me chamo Wiseman Nkulu (curioso o nome deste africanista...o que traduzido do inglês e do changana daria em Sábio Grande ou Grande Sábio, ou simplesmente Sabichão!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes “Guardiões da Memória serão os responsáveis por:&lt;br /&gt;- dar lições de cultura geral aos jovens repórteres e redactores, solidificando o sentido de história do próprio “medium” a que estão vinculados, e garantindo o “compromisso com a história”...para que os “media” não sejam quer caixas-de-ressonância da história ao sabor do regime do dia, qual &lt;strong&gt;“YES MEN JOURNALISM” (LAMBEBOTISMO JORNALÍSTICO),&lt;/strong&gt; e nem sejam machambeiros das “sementes de sedição”, deturpando a história, conturbando o tecido social e perturbando às gerações mais novas e pouco (in)formadas;&lt;br /&gt;- ajudar à edificação da memória colectiva, neste tempo de muita pressa, em que até o próprio jornalismo vai atropelando os “News Value” precisamente porque (escudado na tirania do tempo e do espaço) dá à notícia um estatuto de descartável, não informativa mas quiçá deformativa, permite-se que o que ontem era verdade hoje vire mentira, dê primazia à opinião ao invés da informação pura e dura. Estarão, os jornalistas de facto seniores e decanos da classe, a garantir o seguimento no processo daquilo que o filósofo moçambicano Severino Ngoenha apelou “Por Uma Dimensão Moçambicana da Consciência Histórica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Retornando ao Triplo M, é(ra) de esperar que os “Guardiões da Memória” estimulassem a investigação histórica, fizessem o “’linkage” entre as instituições que velam pela investigação, divulgação e preservação da história de Moçambique, de África e Universal; e que hoje 4 de Abril de 2008, aos 40 Anos do Assassinato do Reverendo Martin Luther King Jr, garantissem que os “media” difundissem hoje, não à moda do “Copy and Paste Approach (CP Approach)” que campeia nos nossos órgãos de informação, a obra de Martin Luther King Jr e o seu valor para a “Causa Moçambicana”, para o “Sonho Moçambicano”... Será que ainda vive o sonho moçambicano nesta sociedade nossa de capitalismo selvagem, de individualismo extremista, de consumismo doentio, ou estamos perante aquilo que Helen Prejean escreveu e a dupla Sean Penn/Susan Sarandon encenou como “Dead Man Walking”? Será que o sonho moçambicano morreu em Mbuzini? Será que já não somos ambiciosos como um dia disse Samora Machel, que “queremos ser produtores, consumidores e exportadores”?E será que algum jornal já procurou na Internet a tradução do discurso “I Have A Dream”/“Eu Tenho Um Sonho” e assim mesmo, numa saudável CP Approach, o colocou nas páginas do jornal como homenagem a Martin Luther King Jr?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em último, os “guardiões” desse templo chamado “Memória” garantirão que textos de história e cultura não sejam empurrados para uma “esquina” a que chamam de página de “Recreio e Divulgação”, num jornal histórico e de de referência chamado Notícias.&lt;br /&gt;Enquanto não chega esse tempo de “resgate da memória”, os “media” como veículos, para renovar a minha esperança de que hoje será servido um verdadeiro “Chá da Sextas” (Fernando Manuel) de história e cultura, e porque dizia o poeta António Gedeão (cientista Rómulo de Carvalho) que “O Sonho Comanda a Vida”, vou ouvindo “devagar, devagarinho”, “leve, levezinho”, a balada de Marc Cohn, “Walking in Memphis”...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-641203776371350362?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/641203776371350362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=641203776371350362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/641203776371350362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/641203776371350362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/04/walking-in-memphis-ou-o-triplo-m-martin.html' title='“Walking in Memphis” ou o Triplo M  (Martin Luther King Jr, Media e Memória) ou Ensaio Sobre Cegueira'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-3214410092764483298</id><published>2008-04-01T13:35:00.002+02:00</published><updated>2008-04-01T14:11:37.221+02:00</updated><title type='text'>A verdade das mentiras do 1 de Abril</title><content type='html'>Estou de volta, para gáudio do Prof. Carlos Serra e para alívio da minha auto-estima. Passam-se precisamente 4 meses e 16 dias desde que pela última vez postei aqui no Estado da Media. Entretanto, para não deixar no ócio o meu "State of Mind" (Estado da Mente), fui participando em acesos e interessantes debates nos blogues dos sociólogos desavindos (Carlos Serra e Patrício Langa), cuja "zanga intelectual" ou quiçá "metodológica" não é de todo um factor negativo na blogosfera, na "intelligentzia" e na academia nacionais. O dissenso só beneficiará à "Batalha das Ideias" (admiro El Comandante Fidel Castro Ruiz). FIM DE PRÓLOGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno a blogomania precisamente no DIA DAS MENTIRAS e, durante o dia de hoje, estarei aqui para "desmascarar", aliás, desvendar AS VERDADES DAS MENTIRAS  criadas pelos nossos Media...mormente a imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo por destacar o diário &lt;strong&gt;Notícias&lt;/strong&gt;, que na sua primeira página noticia: &lt;strong&gt;CARLOS QUEIRÓS NOVO TREINADOR DOS MAMBAS, numa manchete ilustrada por uma sugestiva foto triunfal de FEIZAL SIDAT e o Prof. a quem um dia chamei de "Macua Real" (bons tempos, o do finado Jornal Campeão!) quando treinou o Real Madrid&lt;/strong&gt; É uma notícia muito bem sustentada em termos de argumentos...embora na parte que toca ao destino de Mart Nooij, o seleccionador nacional, tenham sido pouco felizes, a meu ver. Parece-me, porque o conheço "assinatura" nas suas prosas, um texto da autoria do imaginativo Alexandre Zandamela (meu ex-colega e chefe de redacção, e o Jeremias Langa então meu editor/mentor no saudoso CAMPEÃO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro jornal, neste caso da imprensa electrónica, que "brilhou" neste 1 de Abril foi o &lt;strong&gt;Correio da Manhã (CM) &lt;/strong&gt;propriedade do Prémio CNN Refinaldo Chilengue, o melhor jornal de economia (porque também único) do País, que na sua primeira página em caixa (não "cacha" como bem ensina o meu professor de Jornalismo I, Marcelino Alves) diz: &lt;strong&gt;GUEBUZA EXONERA PACHECO&lt;/strong&gt;...com um antetítulo dizendo que &lt;strong&gt;NOMEIA MANDRA EM SUA SUBSTITUIÇÃO). &lt;/strong&gt;Breve notícia, precisa, mas que denuncia-se claramente à moda 1 de Abril e não vai mais além.&lt;br /&gt;Na imprensa electrónica, aliás, os faxes, quem mesmo "goleou" a concorrência foi o habitualmente fraco &lt;strong&gt;Diário do País (DP)&lt;/strong&gt;, que rasga a sua "front page" com um sensacional &lt;strong&gt;GUEBUZA EXONERA MINISTRA DA MULHER. O "lead" do DP é mesmo ilustrativo de como para fabricar mentiras eles desta vez conseguiram bater a concorrência: diz que o Chefe de Estado exonerou  a Ministra da Mulher e Acção Social e o vice, Virgília Matabele e João Cândido, dos seus cargos e nomeou em despachos separados a Secretária da OMM Paulina Mateus para o cargo de ministra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A estória está muito bem construída, sustentando-se em argumentos fortes, já relatados pelo próprio jornal faxe ou pela imprensa independente (de quem?) em ocasiões anteriores, tanto em desabono da belíssima ministra como do seu moralista primário (ou primitivo?) vice-ministro, o tal que assina a coluna Assombrações no colorido dominical sob o pseudónimo Kandiya Wa Matuva Kandiyane...embora agora os colunistas do domingo exibam a sua foto (pelo menos é pseudónimo e não há anonimato!). E, tanto o CM como o DP, sustentaram-se num argumento imbatível nos últimos tempos: as exonerações que Guebuza tem feito, qual "limpeza de balneário"...sob o sustentáculo de que "Não Há Prazos Para Mudanças"...&lt;br /&gt;É interessante ver o quão criativos podem ser os "media" no DIA DAS MENTIRAS e nos restantes dias se debatam com a problemática da criatividade em ESCREVER VERDADES. Ainda vou averiguar se este ano houve ou não "festival de mentícias" pelos "media", ou se estes três é que brilharam...Posso também ser fintado pela criatividade de outros, ao aproveitarem as nossas eleições zimbabweanas para "vender papel" EM NOME DA MENTIRA.&lt;br /&gt;Já agora, o que acham do papel social da mentira no dia 1 de Abril, veiculada pelos "media"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-3214410092764483298?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/3214410092764483298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=3214410092764483298' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3214410092764483298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3214410092764483298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2008/04/verdade-das-mentiras-do-1-de-abril.html' title='A verdade das mentiras do 1 de Abril'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-5820312372086669504</id><published>2007-11-16T12:01:00.000+02:00</published><updated>2007-11-16T12:14:38.479+02:00</updated><title type='text'>O Circo Mediático vai aquecer: a guerra das telefonias (móveis)</title><content type='html'>Quinta-feira marca um novo ciclo no panorama do marketing nos media em Moçambique. Em anúnicio público pequeno, a mCel dava a conhecer (de forma insuspeitamente seca) que a GOLO - agência top de publicidade e marketing no País - deixa de ser sua prestadora de serviços a partir de 1 de Dezembro. O que quer dizer que os "spots"'patrão é patrão" e cia. já não serão a cara da mCel. Em anúncio garrafal (de página inteira) a GOLO informa no dia seguinte, hoje, sexta-feira, 16 de Novembro: &lt;strong&gt;OURO SOBRE AZUL. Golo a nova Agência da Vodacom. A Agência moçambicana mais premiada Nacional e internacionalmente foi escolhida pela Operadora líder mundial em telefonia móvel.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E o anúncio faz questão de destacar bem a nova linha telefónica da Agência: com a combinação numérica 84 saliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em presença do "acto de guerra" declarado da segunda fase da "guerra das telefonias móveis". O circo mediático, que levou um dia o jovem rebelde José Belmiro a apelidar Dilon Djindji de "palhaço de publicidade", vai aquecer...já que aparentemente o John e o seu patrão vão passar a ser a cara da Vodacom. Depois de muito dinheiro e muita campanha (sobretudo televisiva) esbanjados para atrair mais clientes, há que esperar para ver como serão alimentados os media (mormente electrónicos) pela máquina de marketing da mCel e da Vodacom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-5820312372086669504?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/5820312372086669504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=5820312372086669504' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5820312372086669504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/5820312372086669504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/11/o-circo-meditico-vai-aquecer-guerra-das.html' title='O Circo Mediático vai aquecer: a guerra das telefonias (móveis)'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-1873833098107612692</id><published>2007-11-15T08:54:00.000+02:00</published><updated>2007-11-15T09:54:31.461+02:00</updated><title type='text'>Parabéns ao Notícias: do Jornalismo como espelho do real</title><content type='html'>Estou de volta. Foram longos três meses de ausência da blogosfera. Volto mais dopado moralmente, como ser social (para o bem das conveniências sociais, como um homem casado; para o bem da minha saúde e profissão, gozei as primeiras férias em quatro anos), e como "homo jornalisticus" (depois de Machaze e Mossurize em Agosto; neste mês de Novembro estive no Dondo e conheci na Beira o "mítico" e controvertido bairro da Munhava (o Chamanculo, Soweto, Kibera lá do sítio onde mesmo que não sejas "mwatho mhunu" és tratado como "chamwari", sobretudo quando trabalhas no chamado "mundo do desenvolvimento, as bem/mal amadas ONGI's).&lt;br /&gt;E volto com boas notícias do jornalismo moçambicano, por sinal de dois órgãos do "demonizado" sector público. A primeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os meus parabéns ao &lt;strong&gt;Grande Repórter Bento Venâncio&lt;/strong&gt;. Autêntico papa-prémios (nacionais e internacionais, em economia, saúde), Bento Venâncio é dos poucos jornalistas nacionais que mantém-se fiel áquilo que sabe...sabiamente (perdoe-se-me a redundância) fazer: ser repórter, retratar realidades usando os sentidos-chave do bom exercício da função, visão, audição e olfacto. A sua última reportagem, no jornal Domingo, sobre &lt;strong&gt;o problema da água em Nacala&lt;/strong&gt; é disso exemplo, não obstante tenha nos brindado com uma pequena estória pouco explorada sobre uma &lt;strong&gt;"senhora das águas"&lt;/strong&gt; que faz (não) chover a seu bel-prazer em determinada área. É, digamos, um daqueles "mitos rurais" que o jornalista deve explorar até o fundo (não vá o professor Elísio Macamo indignar-se com mais essa "africanidade retrógada" que não questiona antes propaga a ideia de "magia negra"!), viver e conhecer de perto tais feitos... mesmo que para tal (in)corra (em) risco (ser profissão de risco, o jornalismo, não é só no sentido de desafiar o poder instituído, "fuçar" os escândalos dos poderosos... é também desafiar "mitos rurais" e tradicionais das nossas comunidades...&lt;br /&gt;Seja como for, ós meus parabéns ao Bento Venâncio... e que bem hajam os grandes repórteres do Domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A outra boa notícia...agora do Notícias, é que a cada dia vai-se fazendo, de cronista/contador de estórias, um escritor no &lt;strong&gt;Albino Moisés&lt;/strong&gt; através da sua coluna &lt;strong&gt;"Só O Que Aconteceu".&lt;/strong&gt; O seu texto desta semana &lt;strong&gt;" Passa Guia de Marcha!",&lt;/strong&gt; é disso relevador. Por acaso, para os politólogos, sociólogos e no geral "estudiosos do social", me parece querer (o Albino) questionar da utilidadeéficácia da guia de marcha, nestes tempos de criminalidade incontrolável...Do roubo como caso de estudo. Leiam a crónica em ...&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81099/20071112"&gt;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81099/20071112&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A última boa notícia...ainda no &lt;strong&gt;Notícias&lt;/strong&gt;, é a reportagem hoje em &lt;strong&gt;Primeiro Plano&lt;/strong&gt;, a nobre página 2 do diário da Joaquim Lapa. É um daqueles trabalhos que nos faz regozijar do papel social do jornalismo (retratar, para propor soluções aos poderes, os problemas do quotidiano...que nunca devem deixar de ser notícia).&lt;br /&gt;Neste caso, o Notícias pôs na rua seis repórteres para viverem na pele aquilo que os "finados" Estaca Zero cantaram como "&lt;strong&gt;Timhaka Ta Chapa"&lt;/strong&gt; na cidade de Maputo.&lt;br /&gt;Como, infelizmente, este tipo de trabalho não é regular na nossa imprens (o que devia ser e invalidava os meus cumprimentos), perante um jornalismo que vive atrelado à agenda de eventos (events-driven journalism), só posso dar os meus parabéns ao Notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num autêntico drama social em três actos, os repórteres do Notícias fazem-nos (re)viver na pele do "pacato cidadão" apertado, empurrado, insultado dia-após-dia em busca do ganha-pão.&lt;br /&gt;Leiam se faz favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81810"&gt;“Chapas”: corrupção, humilhação e vergonha(1)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CAOS é uma das palavras que se pode utilizar para descrever o ambiente que caracteriza o dia-a-dia no sub-sector dos transportes semicolectivos de passageiros nas cidades de Matola e Maputo. Não é para menos: os actos mais graves, nomeadamente corrupção entre os agentes da Polícia de Trânsito e Municipal, os motoristas ou cobradores, maus tratos aos utentes, encurtamento e desvios de rotas acontecem, regra geral, nas horas da ponta. &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81810"&gt;»&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maputo, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2007:: Notícias&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81810"&gt;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81810&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81811"&gt;“Chapas” - Episódios do dia 8 de Outubro : Passageiros ultrajados &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia 8 de Outubro, a nossa Reportagem seguiu viagem num “chapa” do bairro Nkobe, posto administrativo da Machava, Maputo-província. Nkobe é um bairro que está a cerca de 30 quilómetros do centro da capital do país. &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81811"&gt;»&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maputo, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2007:: Notícias&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81811"&gt;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81811&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81812"&gt;“Chapas” - Episódios do dia 9 de Outubro : Desvio e encurtamento de rotas &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma equipa entra num “chapa”, matrícula MLZ 22-96, na paragem “Chico” cerca das 6:45 horas, bairro de Magoanine. Primeiramente, a viatura, com faixas Praça dos Combatentes/Mateque, ia a Hulene, mas naquele ponto mudou para Praça dos Combatentes (Xiquelene), onde chegou às 7:15. Vinte e três passageiros viajavam no carro, que em condições normais leva 15. Pelo barulho que se ouvia, a viatura é uma espécie de “discoteca móvel”.       &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81812"&gt;»&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maputo, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2007:: Notícias&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81812"&gt;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/81812&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei deste trabalho, mas confesso que gostaria de vê-lo retratado naquilo que cada vez mais precisamos de ver na imprensa em Moçambique: &lt;strong&gt;o jornalismo narrativo&lt;/strong&gt;, trazer um relato vivo, narrar a estória (rica em personagens e cenas reais) que nos crie aquela empatia...que nos faça transportarmo-nos pela imaginação àquele ambiente. São esses "pequenos nadas" que marcam a nossa realidade que devem ser retratados na imprensa (sobretudo, lá estou eu com o meu "velho amor"!, pelos semanários), porque, afinal de contas o nosso quotidiano está cheio de personagens dignas de ser "O Deus das Pequenas Coisas"...sem que precisemos de uma Arundhati Roy para os romancear!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-1873833098107612692?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/1873833098107612692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=1873833098107612692' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1873833098107612692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1873833098107612692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/11/parabns-ao-notcias-do-jornalismo-como.html' title='Parabéns ao Notícias: do Jornalismo como espelho do real'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-7245926244615798843</id><published>2007-08-07T11:14:00.000+02:00</published><updated>2007-08-07T11:24:49.268+02:00</updated><title type='text'>Ausente da blogosfera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros bloguistas, por razões de ordem profissional, estarei ausente da blogosfera por pelo menos 10 dias. estou de volta ao país profundo: Machaze e Mossurize, o epicentro do terramoto de ano passado. Nisto de terramoto, fogos, explosões de paiol, há muito diz-se, diz-se de que é castigo dos deuses ao Chefe...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-7245926244615798843?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/7245926244615798843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=7245926244615798843' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7245926244615798843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/7245926244615798843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/08/ausente-da-blogosfera.html' title='Ausente da blogosfera'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-2658334922053699462</id><published>2007-08-02T14:20:00.000+02:00</published><updated>2007-08-02T14:27:40.954+02:00</updated><title type='text'>Boa notícia para o nosso jornalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais um mecanismo, dos vários que têm sido criados ao nível de África e que não temos capitalizado, nós os jornalistas, para valorizar o nosso trabalho (publica-lo para audiências mais amplas) e a nossa condicao profissional (mais fontes de rendimento e mais instrumentos de trabalho).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, a questao passa por os jornalistas apropriarem-se da tecnologia - embora haja resistencia em publicitarem os seus trabalhos via criacao de blogs.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voices of Africa gives reporters high-tech mobile capacity&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Africa Interactive Media Foundation and citizen journalism website Skoeps have launched Voices of Africa, a project designed to train, pay, and equip African journalists with do-it-all mobile phone devices.&lt;br /&gt; Thanks to these devices, reporters in South Africa, Mozambique, Ghana and Kenya will be able to record their stories on their phones and upload them directly to Africanews.com, a site dedicated to the project."What we do at Skoeps is use a mobile page which can be viewed on phones or on an ordinary web browser. Modern phones with internet connectivity can find this mobile website and there you can directly upload images,” says Hidde Kross, Skoeps' vice-president.The gathered news content will then be sold to news agencies, television stations and newspapers to help finance the project.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Source: &lt;a href="http://www.journalism.co.uk/news/story3444.shtml" target="_blank"&gt;Journalism.co.uk&lt;/a&gt; through European Journalism Center&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-2658334922053699462?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/2658334922053699462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=2658334922053699462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/2658334922053699462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/2658334922053699462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/08/boa-notcia-para-o-nosso-jornalismo.html' title='Boa notícia para o nosso jornalismo'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-8868749437850281481</id><published>2007-07-25T11:56:00.000+02:00</published><updated>2007-07-25T12:47:42.363+02:00</updated><title type='text'>Uma questão de método</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros mozbloguistas, tenho andado ausente da blogosfera acometido por problemas de saúde (tinha de fazer um "break" a minha netmania!), mas estou de volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou a acompanhar vivamente o debate na blogosfera, em vários fóruns online e mesmo de forma dispersa em páginas de opinião dos jornais que se publicam na capital sobre o fenómeno: Dama do Bling. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lamento que o jornalismo (semanários estão a dormir) não esteja a capitalizar todas estas valiosas contribuições e faça aquilo que o bom jornalismo aconselha, coligir as várias correntes de opinião, reunir em jeito de folhetim e ampliar para ângulos ainda mais problematizadores o debate, buscando contribuição de sectores conservadores (religião, igreja) e revolucionários (academia, artistas). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como bem escreveu no último SAVANA o Venâncio Mondlane Jr (um jovem "opinion maker" muito esclarecido, uma "fresh mind"!), o fenómeno Dama do Bling (a Ivânia e ao Valdemiro a minha solidariedade) está a cumprir o seu papel de artista, de revolucionário, de "agitador de consciências" nesta nossa sociedade bastante deficitária em tolerância e cultura de debate (prof. Elísio Macamo, Patrício Langa, Iídio Macia, prof. Carlos Serra convido-vos a constituirem uma comissão instaladora dos "campeonatos nacionais de debates" na academia, com a UEM como embrião).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando aos jornais (e por que não televisões, com documentários/grandes reportagens sobre a transformação que a música/arte está a provocar na nossa sociedade...), estão a perder uma grande oportunidade de agarrar num bom tema social (&lt;strong&gt;caros sociólogos: o que são os media hoje em Moçambique, afinal: O espelho da sociedade ou a janela para a sociedade?&lt;/strong&gt;) e agitarem a sociedade moçambicana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fenómeno Dama do Bling, criado pela máquina de multi-media (música como &lt;strong&gt;indústria cultural&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;mass media&lt;/strong&gt; televisão) é apenas o, digamos assim, efeito-icebergue, dessa Nação fictícia (prof. EM, permite-me dizer que está-se perante um lugar que não existe?) que assalta o País urbano chamado a "Emergência da MoçAmérica". Sobre a Nação MoçAmérica e seus filhos, ainda estou a elaborar mais a fundo, mas só para terminar esta postagem:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imprensa semanal está a falhar, talvez não por falta de coragem, mas por UMA QUESTÃO DE (DÉFICE DE) MÉTODO para pegar neste fenómeno mediático chamado Dama do Bling.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer queiram quer não, estes Ídolos (de caverna) da Nova Geração, a &lt;em&gt;geração discoteca&lt;/em&gt; (a outra caverna segundo Saramago, depois do supermercado), estão a gerar assunto (não eles, mas o que fazem, dizem, representam) para media com bom apetite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já que temos a mania do "copy and paste" de quase tudo "made in Brazil", por que não olhamos como o Brasil dos Media reflecte sobre o papel social dos seus ídolos da "geração funk"? É uma questão de método... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-8868749437850281481?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/8868749437850281481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=8868749437850281481' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8868749437850281481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8868749437850281481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/uma-questo-de-mtodo.html' title='Uma questão de método'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-4394237993670584454</id><published>2007-07-12T09:02:00.000+02:00</published><updated>2007-07-12T09:34:49.217+02:00</updated><title type='text'>Bom Jornalismo, sobre os Estados Unidos de África</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Mail &amp; Guardian é uma escola de bom jornalismo em que os nossos semanários deviam inspirar-se. Numa altura em que as lideranças africanas sonham em avançar para os Estados Unidos de África, o M&amp;amp;G faz aqui uma análise interessante, primeiro, sobre as fundações regionais para o desenvolvimento do continente, os blocos regionais. Isto sim, é assunto de interesse público, não meramente de foro académico. Até porque a abordagem permite buscar "estórias da vida real", no nosso caso, de como  fenómenos quais "mukherismo", "dealers de carros" ajudam a perceber o que será de Moçambique após a integração regional em 2008.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irrita-me bastante estar-se sempre a citar o Ministro do "Made In Moçambique" e empresários cépticos e ou optimistas, é mau esse jornalismo de ouvir o que dizem tais líderes e decretar: eis o que nos espera a integração regional! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam a análise do M&amp;G, da (in)eficácia dos blocos regionais/zonas de comércio no fortalecimento dos negócios intra-regionais, para a estabilidade política e como "músculo" para as grandes batalhas internacionais (com UE e no concerto da OMC), para perceber-se que caminho ainda temos de percorrer até que se realize (não como tratado pelos chefes de Estado, mas no dia-a-dia do "mano africano") o sonho de Kwame Nkrumah.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Regozija-me quando o jornalismo cumpre esse seu papel de catalisador de debate das grandes questões que realmente afectam a vida do cidadão, não se a &lt;strong&gt;RENAMO pôs fim a boleia da União Eleitoral&lt;/strong&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trade in Africa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;10 Jul 2007, Mail &amp; Guardian&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;JOHANNESBURG: There are an estimated 30 regional trade arrangements (RTAs) in Africa, and, on average, each African country belongs to four RTAs.&lt;br /&gt;The motivation for setting up African RTAs is the desire to stimulate economic growth through regional cooperation, especially for small landlocked African countries, which can gain access to the sea by joining RTAs.&lt;br /&gt;In the context of this week’s discussion at the African Union summit about the formation of a United States of Africa, the Mail &amp; Guardian takes a look at four existing RTAs -- the Southern African Development Community (SADC), the Common Market for Eastern and Southern Africa (Comesa), the Economic and Monetary Union of Central African States (Cemac) and the Economic Community of West African States (Ecowas).&lt;br /&gt;Have RTAs increased intra-African trade?&lt;br /&gt;According to an International Monetary Fund study, RTAs have not been seen to increase intra-African trade significantly. After declining during the Seventies and then recovering in the mid-Eighties to early nineties, intra-African trade is now stagnating at 10% of total African trade -- in spite of increased regional integration efforts. Intra-RTA trade has also not shown a consistent pattern when compared with trade with the rest of the world.&lt;br /&gt;Have RTAs enhanced the share of African trade in overall global trade? Africa’s share in global trade volumes actually declined from 4% in the Seventies to 2% by 2004, including oil exports. Manufactured goods, especially of textiles and clothing -- which often drives export growth in developing countries -- has also stagnated since the Seventies, at 0,5%.&lt;br /&gt;Have RTAs increased African countries bargaining power when it comes to international trade negotiations?&lt;br /&gt;Analysts say that Africa’s bargaining power in international trade negotiations will only be enhanced if African countries adopt common positions, both in terms of other countries lowering trade barriers and in terms of eliminating their own protective mechanisms. In the past, African countries have agreed that the Doha round of the trade talks should be more development oriented and that industrialised nations should increase access to their markets.&lt;br /&gt;However, the devil is in the detail, and there has been little consensus on individual trade issues such as cotton.&lt;br /&gt;Background&lt;br /&gt;Ecowas was created in Togo on November 5 1976, aimed at promoting cooperation over economic, social and cultural activities and, ultimately, a monetary and economic union.&lt;br /&gt;Member states&lt;br /&gt;Benin, Burkina Faso, Cape Verde, Cote d’Ivoire, The Gambia, Ghana, Guinea, Guinea-Bissau, Liberia, Mali, Niger, Nigeria, Senegal, Sierra Leone and Togo.&lt;br /&gt;Institutions established by Ecowas include a community Court of Justice, the Ecowas parliament and the mechanism for conflict prevention, management and resolution, peace and security.&lt;br /&gt;The Ecowas parliament was first convened in May 2002, with 115 MPs representing all member states, except Côte d’Ivoire.&lt;br /&gt;The parliament, which is based in Abuja, Nigeria, plays only an advisory role. The long-term plan is for it to acquire legislative powers and to have directly elected members (current members are drawn from the countries’ national parliaments). It is not clear when this will happen, as the various member states have yet to agree on what powers they are willing to devolve regionally.&lt;br /&gt;Ecowas has tried to help to maintain regional stability through its conflict prevention mechanism, which has the regional mandate for conflict intervention. During the early Nineties Ecowas became heavily involved in the conflict in Liberia, with the deployment of the Ecowas Ceasefire Montoring Group (Ecomog). However, the intervention was controversial because Ecomog troops were seen to be taking sides against Liberian rebel Charles Taylor’s forces. Nonetheless, the deployment was the first by a regional body and Ecomog subsequently intervened in Sierra Leone and Guinea, as well as along the Guinea-Bissau-Senegal border. Many people see Ecomog as the body’s main success, crediting it with preventing larger-scale regional conflict and providing a model for a regional African military force.&lt;br /&gt;At the same time, however, the various interventions also exposed cracks in the regional body, often along Anglophone-Francophone lines.&lt;br /&gt;There are a number of powerful states with different political agendas in Ecowas, a reality which is likely to continue to complicate and delay more profound political and economic integration. At present there is very little coordination or alignment of the member states’ fiscal and monetary policies. A deadline for the establishment of a second monetary union (eight Ecowas member states are already part of the Economic and Monetary Union of West Africa, which shares the CFA franc) by 2004 has not been met, largely because of political and economic differences between member states. Nonetheless, plans to move towards monetary union and to enhance regional integration remain on the agenda.&lt;br /&gt;The Economic and Monetary Community of Central Africa (Cemac)&lt;br /&gt;Background&lt;br /&gt;Cemac was formed on June 25 1999 in Malabo, Equatorial Guinea, as a successor to the Customs and Economic Union of Central Africa (UDEAC), which was formed in 1964.&lt;br /&gt;Member states&lt;br /&gt;Cameroon, Central African Republic, the Republic of Congo, Gabon, Equatorial Guinea and Chad.&lt;br /&gt;Cemac is an effective customs and monetary union, using one currency, the CFA franc, which is used in Francophone countries in West Africa.&lt;br /&gt;In the past eight years Cemac has focused on the following objectives:&lt;br /&gt;* Harmonising economic and financial policy with a view towards creating a common market;&lt;br /&gt;* Coordinating national policies on agriculture, fishing, industry, commerce, tourism, transport, tele&amp;shy;communications and livestock;&lt;br /&gt;* Initiating the process of implementing the free circulation of goods, services, capital and people;&lt;br /&gt;* Coordinating commercial policy and regional economic policy towards other regions; and&lt;br /&gt;* Converging economic and fiscal policy to support and consolidate the monetary union.&lt;br /&gt;Economic and monetary integration&lt;br /&gt;The monetary union is fully functional and managed by a committee of finance ministers from the six member states, through the Bank of Central African States, the union’s central bank. Other areas of effective economic and developmental cooperation include: a common value-added tax, a common programme to enhance macroeconomic performance and stability, international infrastructure rehabilitation projects, a common agricultural policy, forestry policy and recognition by the World Trade Organisation of Cemac as a registered customs and monetary union.&lt;br /&gt;Political integration&lt;br /&gt;Progress in the area of political integration has taken place mostly in matters of security. Cemac member states have adopted a non-aggression, solidarity and mutual assistance pact and in 2002 formed a multinational intervention force for the region. Since then it has deployed members of the force to assist in the stabilisation of the Central African Republic (CAR), where there has been ongoing instability since former president Ange Felix Patasse was ousted by Francois Bozize in March 2003.&lt;br /&gt;Apart from this there has been little progress in political integration. Two of the group’s member states are involved in cross-border conflict linked to instability in both countries, as well as in Darfur. Chadian rebels based in Sudan have made frequent incursions into northeastern CAR, while there are also recurring conflicts over grazing rights between armed Chadian pastoralists and locals in the CAR. In recent months the conflict has started to spread to neighbouring Cameroon, a third Cemac member state.&lt;br /&gt;Southern African Development Community (SADC)&lt;br /&gt;Background&lt;br /&gt;The regional grouping morphed into its present form in 1992 when it changed from the Southern African Development Coordination Conference, formed in 1980, into the Southern African Development Community (SADC).&lt;br /&gt;Member states&lt;br /&gt;Angola, Botswana, the Democratic Republic of Congo, Lesotho, Madagascar, Malawi, Mauritius, Mozambique, Namibia, South Africa, Swaziland, Tanzania, Zambia and Zimbabwe.&lt;br /&gt;Economic and monetary integration&lt;br /&gt;* Population: 230-million.&lt;br /&gt;* Five SADC member states are members of the Southern African Customs Union (Sacu), formed in 1910. These are South Africa, Botswana, Lesotho, Swaziland and Namibia.&lt;br /&gt;* Total European Union imports from SADC: €5,5-billion.&lt;br /&gt;* Trade: in 2002 exports from South Africa made up 17% of total imports within the region. South Africa’s GDP, population and trade dwarf that of its Sacu neighbours.&lt;br /&gt;* Overall, in terms of volume and value, intra-SADC trade is dominated overwhelmingly by South Africa.&lt;br /&gt;* The most heavily SADC-dependent of the member states are Zambia and Malawi, who source 57% and 54%, respectively, of their total imports from fellow SADC members.&lt;br /&gt;* SADC and Sacu are different in outlook. Sacu -- appropriately, since it has been in existence longer -- has covered more ground towards regional integration than SADC, which still has to achieve the status of a free trade area (FTA), a goal it hopes to reach by 2010.&lt;br /&gt;* Sacu is the United States’s second-largest trading partner in Africa after Nigeria, whose chief export is petroleum.&lt;br /&gt;* Analysts say different levels of development in the region mean that smaller economies are always wary of being overrun by companies from the more advanced South Africa.&lt;br /&gt;* Another cause of friction in the region comes from Portugal, former colonial power in Mozambique and Angola. Portugal is seen as South Africa’s main competitor in Angola, -- the petrochemical and diamond economy of which look outward towards its Lusophone kith and kin in Brazil and Portugal.&lt;br /&gt;* An analyst, Albert Makochekanwa, argued that SADC and Sacu don’t necessarily share similar objectives. SADC is more concerned with establishing an FTA, while Sacu is concerned with integrating its member states into the global economy through enhanced trade and investment, as it is already a fully fledged customs union.&lt;br /&gt;* One of SADC’s stated aims is harmonising “political and socio-economic policies and plans of member states”. This has become more difficult since the combustion in Zimbabwe, which was until recently the region’s second-most powerful economy.&lt;br /&gt;* South Africa is the biggest player both in the union and in the community. Makochekanwa points out that in some cases South Africa has entered into trade agreements with which other Sacu members did not agree, but of which they became de facto members.&lt;br /&gt;Common Market for East and Southern Africa (Comesa)&lt;br /&gt;Background&lt;br /&gt;Comesa was formed in 1994 to replace the Preferential Trade Area (PTA), which was formed in 1981. Its founding ambition was the formation of a large economic and trading unit to overcome barriers faced by individual states.&lt;br /&gt;Member states&lt;br /&gt;Angola, Burundi, Comoros, Democratic Republic of Congo, Djibouti, Egypt, Eritrea, Ethiopia, Kenya, Libya, Madagascar, Malawi, Mauritius, Rwanda, Seychelles, Sudan, Swaziland, Uganda, Zambia and Zimbabwe.&lt;br /&gt;Economic and monetary integration&lt;br /&gt;* Economic performance: In 2005 the Comesa region recorded a growth rate of 5,8%.&lt;br /&gt;* Total trade: $159-billion.&lt;br /&gt;* Intra-Comesa trade: $6,3-billion in 2005, $4,5-billion in 2004 and $3-billion in 2000.&lt;br /&gt;* Monetary integration: none; member states use their own currencies or the United States dollar. Comesa wants to achieve a customs union by December next year and a full monetary union by 2025.&lt;br /&gt;* Political integration: maybe because of its size and its sprawling reach, Comesa is perhaps the least integrated of the regional organisations. It is made up of states such as Libya, where elections are not held, and functional democracies such as Zambia.&lt;br /&gt;* Comesa institutions: these are meant to promote sub-regional cooperation. These include the Comesa Trade and Development Bank and the Re-Insurance Company (Zepre) in Nairobi, Kenya; and Comesa Clearing House and Comesa Association of Commercial Banks in Harare, Zimbabwe, the Comesa Leather Institute in Ethiopia. A Court of Justice was established under the Comesa Treaty and became formally operational in 1998.&lt;br /&gt;* Most member states are exporters of raw materials and as a result they can’t trade with one another because most of their exports are geared to Europe, North America and, increasingly, China.&lt;br /&gt;* As a result of its size one obvious problem is overlapping membership, described as a major concern by analysts. According to World Trade Organisation rules, a country cannot belong to more than one customs union with different external tariff agreements.&lt;br /&gt;* Comesa straddles northern and Southern Africa and one obvious problem is the high cost and difficulty of transporting goods. Comesa deputy secretary general Sindiso Ngwenya says border delays cost truck companies up to $400 a day in losses, which are then passed on to the consumer.&lt;br /&gt;*  Comesa is looking at establishing a customs union in December next year. This means that members will have to adjust their national tariffs to the agreed common external tariff for raw materials and capital goods.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.mg.co.za/" target="_blank"&gt;http://www.mg.co.za/ &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-4394237993670584454?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/4394237993670584454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=4394237993670584454' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/4394237993670584454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/4394237993670584454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/bom-jornalismo-sobre-os-estados-unidos.html' title='Bom Jornalismo, sobre os Estados Unidos de África'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-8780261040343616422</id><published>2007-07-10T09:55:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T10:11:02.485+02:00</updated><title type='text'>Próximas postagens e uma inspiração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou a dever novas leituras diagonais e horizontais aos nossos jornais semanários (vou acrescentar a lista alguns faxes que me chegam). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim que o tempo me permitir, postarei igualmente a minha opinião sobre o papel dos media em Moçambique na geração de ídolos, sobretudo da chamada "Indústria Cultural". Dois casos: Os Ídolos da Nova Geração e  "Os Filhos da Nação Moçamérica". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes, porém, com aquele aceno ao Bayano Valy e ao Ericino de Salema (cá por mim dos mais talentosos jornalistas da "geração pós-4 de Outubro" e, felizmente, amigos meus) aqui vai uma tirada do recentemente libertado do cativeiro Alan Johnston, num email enviado ao Director do BBC College of Journalism, Vin Ray, que pediu a correspondentes da "Bush House" dicas sobre reportagem radiofónica: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;The Art of Journalism&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“So much of the job is about trying to find the imagination within yourself to try to see, to really see, the world through the eyes of the people in the story. Not just through the eyes of the Palestinian who has just had his home smashed. But also through the eyes of the three young Israelis in a tank who smashed it.&lt;br /&gt;Why did they see that as a reasonable thing to do? What was going through their minds as their tank went through the house?&lt;br /&gt;If you can come close to answering questions like that, then you’ll be giving the whole picture, which is what the BBC must do. And when you are with one side from the conflict, you have got to put to them the very best arguments of the other side - the toughest questions.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-8780261040343616422?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/8780261040343616422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=8780261040343616422' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8780261040343616422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8780261040343616422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/prximas-postagens-e-uma-inspirao.html' title='Próximas postagens e uma inspiração'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-8806020267739521662</id><published>2007-07-05T16:30:00.000+02:00</published><updated>2007-07-05T16:55:07.843+02:00</updated><title type='text'>A morte do Semanário em Moçambique II : uma leitura diagonal às manchetes</title><content type='html'>Vou elaborar umas notas ilustrativas da "agenda da imprensa", através da leitural diagonal dos títulos/temas que os semanários em Maputo. Hoje trago o caso do Zambeze, amanhã olharei para o Magazine Independente de ontem. A análise deixo a cargo dos bloguistas e blogosurfistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos de capa do Zambeze de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Com a polícia incapaz: Criminosos controlam Maputo&lt;br /&gt;2. Deserção das FADM: prisão de coronel destapa ociosidade&lt;br /&gt;3. Segundo Edil da Beira: Frelimo inventa estruturas para gastar dinheiro do Estado&lt;br /&gt;4. Soltura do financeiro do fundo pesqueiro: Anti-Corrupção em guerra com Tribunal de Maputo&lt;br /&gt;5. Areias Pesadas de Chibuto: Frelimo nega existência de conflito interno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses temas ocupam as primeiras cinco páginas do Zambeze e na sexta página (opinião) o deputado da bancada da RUE no parlamento, Ismael Mussá, na sua coluna Sem o Pé no Travão epigrafa: A partidarização do Estado em Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare-se nas fontes de informação (anónimas ou ou que dão a cara) das notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denominador comum: Frelimo/defesa e (in)segurança/corrupção&lt;br /&gt;Resumindo: partidarização/politização da esfera mediática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra-chave: círculo vicioso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-8806020267739521662?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/8806020267739521662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=8806020267739521662' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8806020267739521662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8806020267739521662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/morte-do-semanrio-em-moambique-ii-uma.html' title='A morte do Semanário em Moçambique II : uma leitura diagonal às manchetes'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-3496002711099349001</id><published>2007-07-05T13:22:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T10:15:43.037+02:00</updated><title type='text'>A morte do Semanário em Moçambique I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por me ter formado como jornalista, primeiro consumindo semanalmente jornais de referência quais Mail &amp;amp; Guardian, Expresso e o defunto (português) Independente, depois trabalhando em redacções de semanários do país, essa minha experiência convenceu-me de uma coisa: o melhor jornalismo, em geral, e o melhor jornalismo de imprensa, em particular, faz-se num semanário. Porque um semanário possibilita-nos desenvolver um trabalho mais completo, na forma e no conteúdo.&lt;br /&gt;Na forma porque podemos num só tema/matéria praticar/desenvolver em simultâneo vários géneros jornalísticos (a &lt;strong&gt;reportagem&lt;/strong&gt; como colorário de todos eles, a &lt;strong&gt;entrevista&lt;/strong&gt; como complemento daquela, &lt;strong&gt;o &lt;/strong&gt;comentário &lt;strong&gt;ou reporter's notebook/apontamento de &lt;/strong&gt;reportagem e mesmo a &lt;strong&gt;crónica, &lt;/strong&gt;senão mesmo uma &lt;strong&gt;análise &lt;/strong&gt;dos factos) e inserindo neles um estilo que cative/embale o leitor na estória.&lt;br /&gt;No conteúdo porque se nos dá campo para explorar todos os ângulos possíveis para trazer a matéria aprofundada (não precisa propriamente ser extensa), para não dizer praticar aquilo que todos dizemos faltar no jornalismo de imprensa actual e ninguém se digna a "financiar": jornalismo investigativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem esta introdução a propósito da crise (de criatividade e daí de vendas) dos semanários no país. Quando um jornal faz manchete de um assunto que está na boca do povo, é notícia dos diários, matéria de telejornais com requintes de espectaculosidade, e difundida/debatida em programas de rádio, precisa esse semanário, no mínimo, suscitar interesse no leitor. Dou dois exemplos:&lt;br /&gt;1. o &lt;strong&gt;Zambeze&lt;/strong&gt; de hoje titula na sua capa&lt;strong&gt;: Criminosos controlam Maputo&lt;/strong&gt;. Grande novidade!, tanto mais que limita-se na sua matéria a fazer uma resenha dos casos já reportados para justificar a sua manchete. Algo de novo? Absolutamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O &lt;strong&gt;SAVANA &lt;/strong&gt;de semana passada faz manchete com uma estória que não é propriamente nova mas o título em si traz algo de novo porque sugere que está em curso no município da Beira uma &lt;strong&gt;Revolução Matsanga&lt;/strong&gt;, com a atribuição do nome de André Matsangaíssa a uma rotunda local e com a proposta em carteira de mais "heróis" beirenses (Dhlakama, Uria Simango, Dom Resende, Dom Jaime Gonçalves) para ruas e praças&lt;strong&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquele título suscita, naturalmente, as mais fortes emoções quer do povo (conhecemos o "fenómeno Matsanga" que a propaganda política dos anos oitenta se nos inculcou à mente), quer da Frelimo ao salpicar a sua auto-estima... e obviamente eleva de certa maneira o orgulho beirense, o berço da Resistência contra certa hegemonia política étnico-regional solidificada nas lideranças da frente/depois partido/depois Governo-Estado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Moçambique, os jornais semanários só resistirão à primeira morte (entanto que falência do seu modelo de informação ou do papel que desempenham no panorama da informação) e à segunda e definitiva morte (quebra de vendas e posterior falência/desaparecimento do título da praça) se souberem aplicar a fórmula que o bloguista/estudioso de jornalismo &lt;a href="http://www.innovationsinnewspapers.com/index.php/author/giner/"&gt;Juan Antonio Giner&lt;/a&gt; sugere num texto que ele intitulou de &lt;strong&gt;"The Death Of The Weekly" (A Morte do Semanário):&lt;/strong&gt; "&lt;strong&gt;Like newspapers, news magazines can not survive just digesting last week’s news. Explain and advance. Anticipatory journalism is the new name of the game&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;Traduzindo, ele avisa: "&lt;strong&gt;como os jornais, revistas de informação não podem sobreviver de simplesmente resumirem/recapitularem notícias da semana anterior. Explicar e avançar. Jornalismo antecipatório é o novo nome do jogo".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acrescentaria: &lt;strong&gt;contar estórias&lt;/strong&gt;, entanto que exploração da matéria de uma modo narrativo cativante...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só assim, perante a hegemonia na captação da grande publicidade (corporativa ou estatal) detida pelo &lt;strong&gt;Notícias&lt;/strong&gt;, a ameaça conjuntural dos &lt;strong&gt;Jornais Gratuítos&lt;/strong&gt;, o lugar de "agenda setter" assumido pelo agressivo (sensacionalista) jornalismo da &lt;strong&gt;STV&lt;/strong&gt; é que semanários como &lt;strong&gt;SAVANA&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Zambeze&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Magazine Independente &lt;/strong&gt;vingarão...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-3496002711099349001?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/3496002711099349001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=3496002711099349001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3496002711099349001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/3496002711099349001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/morte-do-semanrio-em-moambique-i.html' title='A morte do Semanário em Moçambique I'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-8709060017000980795</id><published>2007-07-05T11:47:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T10:14:59.273+02:00</updated><title type='text'>Desaparecimento do jornal meia-noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Surgiu há alguns meses um jornal semanário que muito prometia e que trazia com ele três novidades: o preço de capa baratíssimo (7,00 meticais contra 20,00 meticais da generalidade dos semanários) para um volume de pelo menos 4o páginas por edição, uma equipa de colaboradores/colunistas respeitáveis (passaram por lá Lourenço do Rosário, Elísio Macamo, Calane da Silva, Ungulani Ba Ka Khossa, Jorge Dias nas artes plásticas...) e tinha ainda a Produções LUA para obras literárias. Esta, noticiada pelo jornal O País como editora pertença do cidadão Armando Guebuza, chegou a publicar dois livros, um de Elísio Macamo (Um País Cheio de Soluções) e outro de poesia do poeta Armando Guebuza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, desapareceu das prateleiras. A mesma sorte já tiveram jornais que se pretendiam (e chegaram a ser) de referência como DEMOS, EMBONDEIRO...&lt;br /&gt;E há bem pouco tempo Salomão Moyana vendeu o Zambeze e aventurou-se para um jornal a cores e impresso na África do Sul, designado peculiarmente por MAGAZINE INDEPENDENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos tem sido assim, nascem e morrem jornais, os quais basicamente são novidade apenas pelo título, mas não trazem nada de propriamente novo na forma e no conteúdo. É de louvar o passo que Salomão Moyana deu: a cor e quatro páginas em língua inglesa. Mas, será que isso bastará para vencer no mercado editorial nacional?&lt;br /&gt;O que está a falhar no panorama da imprensa escrita nacional, à qual podemos acrescentar as publicações electrónicas (abundam jornais FAX que na generalidade passam as mesmas notícias e nem em estilo divergem), para que se firmem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-8709060017000980795?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/8709060017000980795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=8709060017000980795' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8709060017000980795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/8709060017000980795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/desaparecimento-do-jornal-meia-noite.html' title='Desaparecimento do jornal meia-noite'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-1833372589274876422</id><published>2007-07-05T11:00:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T10:14:14.242+02:00</updated><title type='text'>O Consumismo em Maputo reflectido na nova onda dos media</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos os dias, Maputo brinda-nos com um carnaval de "modernices" que pretendem celebrar o seu cosmopolistismo. Não fosse pelo festival de "outdoors" - uma forma de media (publicidade) que está a vingar ao ponto de uma festa de uma VIP filha de um ex-chefe da mola, na "catedral" da noite moçambicana (vocês sabem do que eu estou a falar...), ter sido objecto de propaganda numa das zonas mais "in" da cidade -, os quais atribuem novos motivos de decoração dos grandes prédios da capital, é a televisão que revela o "state of mind" da geração entretenimento: a anteceder ao chamado "prime time", vejam lá nas outras privadas com que programas disputam audiências os &lt;em&gt;Diálogos&lt;/em&gt; de Anabela Adrianopoulos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente, aquilo que os sociólogos designaram por um dos Mitos do Desenvolvimento, o Consumismo, está a ter reflexos no universo dos media em Maputo, atacando agora o sector da imprensa. Habituados a queixarem-se de o Notícias (pela sua ligação ao "establishment") açambarcar a "parte do leão" da publicidade (uma das fontes de rendimento da imprensa) e enquanto não conseguem se tornar apelativos aos leitores (logo, mais publicidade por força do seu "readership") através de uma revolução nos seus conteúdos, os jornais privados (mormente semanários) ainda não despertaram para a nova ameaça à sua sobrevivência.&lt;br /&gt;Quiçá, tão só reflexo de uma tendência crescente de consumismo exacerbado e desprovido do senso crítico no "modus vivendi" do cidadão maputense, eis que surgiram os Jornais Gratuítos Promocionais. Só para citar alguns exemplos, há o Bom &amp;amp; Barato, há o "Facto!" do supermecado Game, há o 9PROMO do jovem empresário de media Nelson Camal (dono da rádio 9FM).&lt;br /&gt;Na essência, esses jornais são "montras de papel", que procuram capturar o cidadão senão para se tornar comprador, comprador e comprador, ao menos "Window Shopper" (como diria o rapper americano 50Cent). Informação por produto agitador/gerador de consciência do cidadão, esse não faz parte de tais jornais... De cidadão estamos a virar Clientes.&lt;br /&gt;Faço um convite à filosofia, para os habitantes da nossa blogosfera, pelas seguintes questões: Como sobreviverão/responderão os jornais privados de facto, difusores de informação, perante o ataque dos gratuítos? O que a emergência/existência desses jornais gratuítos (de grandes tiragens) diz da sociedade urbana maputense, a tal que falsifica a imagem de Moçambique no mundo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-1833372589274876422?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/1833372589274876422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=1833372589274876422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1833372589274876422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1833372589274876422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/o-consumismo-em-maputo-reflectido-na.html' title='O Consumismo em Maputo reflectido na nova onda dos media'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-4710470938616316012</id><published>2007-07-05T08:37:00.000+02:00</published><updated>2007-07-05T08:56:32.558+02:00</updated><title type='text'>O Expresso do Oriente que África tomou, depois do descalabro do TGV ocidental</title><content type='html'>Belíssima análise de Jeffrey Sachs sobre a lição que a China está a dar a Bretton Woods. Apetece-me sugerir que África está, enfim, a apanhar o Expresso do Oriente rumo ao desenvolvimento, depois de ter embalado para um desastre espectacular provocado pelo TGV (Train de Grand Vitesse/Trem de Grande Velocidade) ocidental que cultivou nos nossos dirigentes a tese do mercado completamente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma golfada de ar fresco ler Sachs, um estímulo a lermos melhor em como a "penetração chinesa" talvez seja menos neo-colonial do que tomamos e mais benéfica, porquanto trata-se de África reerguer o seu parque infra-estrutural que erigirá as fundações inabaláveis do desenvolvimento. A meu ver, tendo quadros competentes e uma governação cada vez menos politizada nos próximos vinte e cinco anos em diante (claramente os "históricos" libertadores da pátria já estarão na melhor das hipóteses a curtir a reforma), Moçambique terá activos o bastante para que qualquer endividamento externo não comprometa o desenvolvimento. Talvez com a China se possa finalmente traduzir para a prática esse conceito baptizado de "parceria inteligente"... &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;China’s lessons for the World Bank&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the World Bank clings to its free-market ideology, China is providing more practical help for developing countries.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chinadaily.com.cn/"&gt;The China Daily&lt;/a&gt; recently ran a front-page story recounting how &lt;a href="http://business.guardian.co.uk/story/0,,2083619,00.html"&gt;Paul Wolfowitz&lt;/a&gt; used threats and vulgarities to pressure senior World Bank staff. The newspaper noted that Wolfowitz sounded like a character out of the mafia television show &lt;a href="http://www.hbo.com/sopranos/"&gt;The Sopranos&lt;/a&gt;. At the same time, while the Wolfowitz scandal unfolded, China was playing host to the &lt;a href="http://www.afdb.org/portal/page?_pageid=473,1&amp;_dad=portal&amp;amp;_schema=PORTAL"&gt;Africa Development Bank&lt;/a&gt; (ADB), which held its board meeting in Shanghai. This is a vivid metaphor for today’s world: while the World Bank is caught up in corruption and controversy, China skilfully raises its geopolitical profile in the developing world.China’s rising power is, of course, based heavily on its remarkable economic success. The ADB meeting took place in the Pudong district, Shanghai’s most remarkable development site. From largely unused land a generation ago, Pudong has become a booming centre of skyscrapers, luxury hotels, parks, industry, and vast stretches of apartment buildings. Shanghai’s overall economy is currently growing at around 13% per year, thus doubling in size every five or six years. Everywhere there are startups, innovations, and young entrepreneurs hungry for profits.I had the chance to participate in high-level meetings between Chinese and African officials at the ADB meetings. The advice that the African leaders received from their Chinese counterparts was sound, and much more practical than what they typically get from the World Bank.&lt;br /&gt;Chinese officials stressed the crucial role of public investments, especially in agriculture and infrastructure, to lay the basis for private-sector-led growth. In a hungry and poor rural economy, as China was in the 1970s and as most of Africa is today, a key starting point is to raise farm productivity. Peasant farmers need the benefits of fertiliser, irrigation, and high-yield seeds, all of which were a core part of China’s economic takeoff.&lt;br /&gt;Two other critical investments are also needed: roads and electricity, without which there cannot be a modern economy. Farmers might be able to increase their output, but it won’t be able to reach the cities, and the cities won’t be able to provide the countryside with inputs. The officials stressed how the government has taken pains to ensure that the power grid and transportation network reaches every village in China.&lt;br /&gt;Of course, the African leaders were most appreciative of the next message: China is prepared to help Africa in substantial ways in agriculture, roads, power, health, and education. And the African leaders already know that this is not an empty boast. All over Africa, China is financing and constructing basic infrastructure. During the meeting, the Chinese leaders emphasised their readiness to support agricultural research as well. They described new high-yield rice varieties, which they are prepared to share with their African counterparts.&lt;br /&gt;All of this illustrates what is wrong with the World Bank, even aside from Wolfowitz’s failed leadership. Unlike the Chinese, the bank has too often forgotten the most basic lessons of development, preferring to lecture the poor and force them to privatise basic infrastructure, rather than to help the poor to invest in infrastructure and other crucial sectors.&lt;br /&gt;The bank’s failures began in the early 1980s, when, under the ideological sway of President Ronald Reagan and prime minister Margaret Thatcher, it tried to get Africa and other poor regions to cut back or close down government investments and services. For 25 years, the bank tried to get governments out of agriculture, leaving impoverished peasants to fend for themselves. The result has been a disaster in Africa, with farm productivity stagnant for decades. The bank also pushed for privatisation of national health systems, water utilities, and road and power networks, and grossly underfinanced these critical sectors.&lt;br /&gt;This extreme free-market ideology, also called “structural adjustment”, went against the practical lessons of development successes in China and the rest of Asia. Practical development strategy recognises that public investments - in agriculture, health, education, and infrastructure - are necessary complements to private investments. The World Bank has instead wrongly seen such vital public investments as an enemy of private-sector development.&lt;br /&gt;Whenever the bank’s extreme free-market ideology failed, it has blamed the poor for corruption, mismanagement, or lack of initiative. This was Wolfowitz’s approach, too. Instead of focusing the bank’s attention on helping the poorest countries to improve their infrastructure, he launched a crusade against corruption. Ironically, of course, his stance became untenable when his own misdeeds came to light. The bank can regain its relevance only if it becomes practical once again, by returning its focus to financing public investments in priority sectors, just as the Chinese leadership is prepared to do.&lt;br /&gt;The good news is that African governments are getting the message on how to spur economic growth, and are also getting crucial help from China and other partners that are less wedded to extreme free-market ideology than the World Bank. Many African governments at the Shanghai meeting declared their intention to act boldly, by investing in infrastructure, agricultural modernisation, public health, and education.&lt;br /&gt;The Wolfowitz debacle should be a wake-up call to the World Bank: it must no longer be controlled by ideology. If that happens, the bank can still do justice to the bold vision of a world of shared prosperity that prompted its creation after the second world war.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-4710470938616316012?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/4710470938616316012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=4710470938616316012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/4710470938616316012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/4710470938616316012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/o-expresso-do-oriente-que-frica-tomou.html' title='O Expresso do Oriente que África tomou, depois do descalabro do TGV ocidental'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-6152150389609788093</id><published>2007-07-04T17:32:00.000+02:00</published><updated>2007-07-04T17:46:34.189+02:00</updated><title type='text'>Rendição ao Capital</title><content type='html'>O meu ex-mestre e colega de profissão Jeremias Langa, acabadinho de chegar da terra do tio sam, nem tanto deslumbrado tipo "&lt;strong&gt;Soy Loco Por Ti America!",&lt;/strong&gt; antes denotando equilíbrio nas suas "autópsias aos Estados Unidos", brinda-nos esta semana na sua coluna "em jeito de fecho" com uma crónica que, fora procurando compreender o antagonismo (as diferenças e pluralidades que fazem deste mundo globalizado ainda melhor) entre o a América do "bling bling" e o Islão extremista, revela mais do que tudo a sua conversão ao Capital, esse espectro que Marx avisou ameaçava a Europa há uns séculos e hoje é o Deus.&lt;br /&gt;A conclusão de Jerry é lapidar: &lt;strong&gt;Tudo gira, então, em torno de... dinheiro. E ainda alguém é capaz de dizer que o dinheiro não compra tudo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não resisto, pois, a fazer um convite à filosofia, para que os sociólogos que abundam na nossa blogosfera dêem o seu parecer a esta rendição de um líder de opinião. Na mesma semana, aliás, em que o Editor do MAGAZINE INDEPENDENTE, Lourenço Jossias também releva a sua rendição ao capital. Os jornalistas, afinal, deixaram de ser revolucionários? abandonaram a esquerda? passaram do lado do proletário para a bancada dos capitalistas? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América e o Islão&lt;br /&gt;29/06/2007&lt;br /&gt;Jeremias Langa&lt;br /&gt;Os Estados Unidos da América e os estados árabes são uma espécie de duas faces, aparentemente, irreconciliáveis. Os EUA são um país excessivamente liberal para encontrar espaço nos rígidos e por vezes inflexíveis padrões do Islão. O Islão é demasiado conservador para ser aceitável nos paradigmas da cultura americana. Do mesmo jeito que é inaceitável a uma americana a ideia de não poder tocar, beijar e namorar com um homem em público, é inconcebível aos olhos do Islão que uma mulher apareça em revistas ou na TV completamente nua. São duas realidades não só diferentes, como por vezes, na maioria das vezes, melhor dizendo, antagónicas.&lt;br /&gt;Na verdade, a relação entre a América e o Islão nunca foi propriamente sadia. Primeiro, por força da crescente influência americana no Médio Oriente e, sobretudo, do incondicional apoio de Washington a Israel.&lt;br /&gt;Sendo amigo do seu inimigo, a América passou a ser, para os estados árabes, também ela um inimigo de estimação, uma espécie de país infiel, que profana o Islão por força do seu, por vezes, excessivo liberalismo. O episódio do 11 de Setembro veio apenas exacerbar os ânimos, pelo facto de os americanos, desde então, terem associado o terrorismo ao Islão.&lt;br /&gt;Sucede, no entanto, que após o 11 de Setembro o número de muçulmanos que procura viver na América disparou em flecha e, hoje, há pouco mais de 6 milhões de cidadãos professantes do Islão que escolheram o espaço territorial dos Estados Unidos da América para fazer a vida. Contraditório, não é?&lt;br /&gt;Contraditório ou não, certo é que a América está, estranhamente, a se transformar num espaço privilegiado de fecundação daquilo que mais parece abominar, pelo que hoje já há um considerável número de cidadãos americanos assumidamente muçulmanos.&lt;br /&gt;Isto remete-me a duas leituras. A primeira: de que estamos em presença de uma prova cabal de que é também da acomodação das suas contradições que se constroem as grandes nações. A segunda: de que os interesses económicos tendem a superar todas as diferenças, mesmo que elas sejam ideologicamente profundas.&lt;br /&gt;Por isso, a América abomina o Islão, mas não desdenha o valor acrescentado que os seus professantes levam à sua musculada economia. O mesmo sucede com os muçulmanos: odeiam a América, as suas políticas, as suas gentes, mas adoram o bem-estar e as oportunidades que a prosperidade americana lhes proporciona.&lt;br /&gt;Tudo gira, então, em torno de... dinheiro. E ainda alguém é capaz de dizer que o dinheiro não compra tudo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-6152150389609788093?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/6152150389609788093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=6152150389609788093' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/6152150389609788093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/6152150389609788093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/07/rendio-ao-capital.html' title='Rendição ao Capital'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4116707251272006707.post-1995284413786131346</id><published>2007-06-29T11:06:00.000+02:00</published><updated>2007-06-29T11:12:30.563+02:00</updated><title type='text'>fanático de Media</title><content type='html'>Caros bloggers, depois de uma tentativa falhada (porém ainda voltarei a ela), eis que me anuncio como novo membro deste admirável mundo novo da Blogosfera. Netmaníaco insaciável, blogomaníaco por "matendência", fanático mortal de media, por amor ao jornalismo, procurarei aqui dar os meus pontos de vista sobre o bom, o mau e o feio do universo da media.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4116707251272006707-1995284413786131346?l=fanaticodemedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/feeds/1995284413786131346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4116707251272006707&amp;postID=1995284413786131346' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1995284413786131346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4116707251272006707/posts/default/1995284413786131346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanaticodemedia.blogspot.com/2007/06/fantico-de-media.html' title='fanático de Media'/><author><name>Milton Machel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00879526385509007827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_LVnX8tuFOWI/Sbe3DLf0e-I/AAAAAAAAAAM/BdRJFjiXLKY/S220/Machelito.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
